crédito malparado

Bancos aceleram redução de malparado no quarto trimestre de 2018

Dívida pública está nos 130,3%

Desde o máximo histórico registado em junho de 2016, o crédito malparado em Portugal recuou 24.600 milhões de euros.

Os bancos portugueses aceleraram a redução do seu stock de crédito malparado no quarto trimestre de 2018, face ao trimestre anterior, com a descida de 3.800 milhões de euros nos empréstimos em incumprimento de empresas e uma queda de 1.300 milhões de euros de malparado dos particulares.

Por detrás desta aceleração está sobretudo o maior volume de vendas de carteiras de crédito malparado pelos bancos.

Desde o máximo histórico registado em junho de 2016, o crédito malparado em Portugal recuou 24.600 milhões de euros, do qual 16.100 milhões de euros relativos a crédito a empresas.

No final de 2018, o malparado representava 9,4% do total dos empréstimos concedidos pelos bancos, o que corresponde a uma descida de 1,9 pontos percentuais face ao terceiro trimestre, refere ainda o relatório sobre o ‘Sistema bancário português’ do quarto trimestre de 2018 divulgado esta quinta-feira pelo Banco de Portugal (BdP).

Entre os bancos que estão a vender carteiras de malparado está o Novo Banco que anunciou, no final de 2018, a venda de crédito não produtivo e ativos relacionados com um valor total de 2.150 milhões de euros.

Apesar da descida, os bancos estão a ser pressionados para se desfazer de mais crédito malparado, Isto porque a banca portuguesa ainda regista um nível deste tipo de empréstimos acima da média da zona euro – 4,5% no fim de setembro de 2018 – e também porque precisa estar melhor preparada para um possível abrandamento do crescimento económico.

O rácio de alavancagem do sistema- nos 7,3% – continua a estar “muito acima do mínimo de referência definido pelo Comité de Supervisão Bancária de Basileia”, que é de 3%.

As imparidades e provisões no sistema bancário diminuíram e o custo do risco também desceu.

A redução do crédito malparado tem um efeito positivo no balanço dos bancos mas pode prejudicar os seus resultados caso a redução seja feita a um preço inferior ao do valor a que os empréstimos vendidos estiveram registados.

No quarto trimestre de 2018, as perdas com vendas de carteiras de malparado levaram a uma queda do produto bancário do sistema bancário português.

A descida do produto bancário, associada a uma menor redução dos custos operacionais – de 1,9% – gerou uma diminuição da eficiência no sistema. O rácio custos face aos resultados – cost-to-income – deteriorou-se para 60,3% de 52,8% em 2017.

Em termos de solidez do sistema bancário, deteriorou-se ligeiramente. O rácio de fundos próprios totais situou-se em 15,1% e o rácio de fundos próprios principais de nível 1 fixou-se nos 13,1%. “Parte desta evolução deve-se à alteração da empresa-mãe, para efeitos de supervisão prudencial, do grupo a que o Novo Banco pertence [passando a ser LSF Nani Investments S.à.r.I.]”, explica o BdP.

Em atualização

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