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Bancos espanhóis ao rubro com várias tentativas de fusão

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Desde a crise financeira de 2008 o número de bancos espanhóis caiu de 55 para 12, de acordo com a Reuters.

A banca espanhola vive dias quentes com vários bancos a tentarem operações de fusão de peso que, a concretizarem-se, vão alterar o mapa do setor no país vizinho.

Pressionado pelos reguladores, o banco espanhol Sabadell está a explorar a possibilidade de uma fusão com o BBVA ou com o Abanca e admite, no futuro, também pode vir a abordar o futuro ‘Caixabankia’. A notícia foi avançada na segunda-feira pelo espanhol ABC, que cita fontes financeiras.

Na semana passada, a Reuters já tinha noticiado que o Sabadell teve várias reuniões exploratórias durante o verão com vista a uma possível fusão. Segundo a agência financeira, o banco reuniu informalmente com o BBVA e o Santander, segundo fontes. Os analistas apontam o BBVA como o comprador mais provável.

Mas foram as negociações entre o Caixabank – dono do Banco BPI – e o Bankia que deram o tiro de partida à nova onda de consolidação entre bancos espanhóis. A fusão entre os dois bancos daria origem ao maior banco em Espanha, com ativos de 650 mil milhões de euros.

Desde a crise financeira de 2008 o número de bancos espanhóis caiu de 55 para 12, de acordo com a Reuters.

A possível consolidação no setor da banca europeu já era esperada, incluindo em Espanha. Mas a crise provocada pelas medidas impostas pelos governos europeus no âmbito da epidemia precipitou o movimento que se vive em Espanha.

Espanha foi a economia que mais empregos perdeu devido às medidas covid-19 no primeiro semestre deste ano.

Em Portugal, também existe a expetativa de uma possível consolidação do setor. O Eurobic, o Banco Montepio e o Novo Banco são os bancos mais referidos por analistas como podendo vir a integrar um processo de concentração.

À espera do aumento do malparado

O setor da banca prepara-se para uma nova subida no crédito malparado à medida que empresas fecham portas e o desemprego dispara.

Para já, a aplicação de moratórias no crédito tem estancado a subida do malparado nos bancos. No caso dos maiores bancos a operar em Portugal, as medidas covid-19 tiraram 313 milhões de euros aos lucros dos bancos.

Ao contrário da estratégia adotada pelo governo sueco, de manter a economia a funcionar, sem recurso a máscaras faciais nem confinamentos, os governos dos restantes países têm recentemente voltado a apertar as medidas impostas às empresas e à população.

Em Portugal, o governo decidiu impor, a partir desta terça-feira, medidas mais restritivas que poderão afetar ainda mais as empresas e as famílias que vivem já uma das piores crises de sempre.

As estatísticas relativas à covid-19 e as medidas adotadas por governos têm estado envoltas em polémica. A epidemia da nova estirpe de coronavírus, que causa a doença covid-19, é mais grave para as pessoas com outras doenças ou deficiências imunitárias ou outras, havendo registos de casos de infetados sem sintomas.

A Organização Mundial da Saúde determinou que todas as mortes de pessoas com teste positivo a covid-19 sejam registadas com tendo esta doença como causa de morte, mesmo que os doentes não tenham morrido devido ao novo vírus.

Enquanto governos e autoridades da saúde apertam as medidas restritivas e mantêm conferências de imprensa diárias para divulgação dos casos e mortes registados apenas relativos à covid-19, em vários países tem havido manifestações, com multidões a exigir a reposição de direitos, como a liberdade e a livre circulação sem máscara facial, cuja eficácia científica é disputada pelas autoridades suecas.

 

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