Fundo de Resolução

Bancos já aplicaram 967 milhões no Fundo de Resolução

Fotografia: Jorge Amaral/Global Imagens
Fotografia: Jorge Amaral/Global Imagens

Prazo de reembolso foi alargado até 2046. O Fundo de Resolução já pagou 321 milhões de euros em juros e comissões

O setor bancário já aplicou 967 milhões de euros ao Fundo de Resolução entre 2013 e 2016 e as contribuições dos bancos para este fundo deverão estabilizar nos 250 milhões de euros por ano durante os próximos anos.

A informação está num relatório do Fundo de Resolução, divulgado a propósito do alargamento do prazo para o reembolso dos empréstimos do Estado até 2046, segundo um comunicado divulgado esta terça-feira pelo Ministério das Finanças.

O mesmo comunicado revela que o Estado já recebeu o pagamento de 270 milhões de euros a títulos de juros e de 136 milhões de euros a título de reembolso antecipado parcial de um dos empréstimos do Estado.

O Fundo de Resolução efetuou o pagamento de juros e comissões de 321 milhões de euros, dos quais 275 milhões de euros foram pagos ao Estado. Além de um reembolso antecipado de 136 milhões de euros a propósito do Banif, o Fundo de Resolução utilizou recursos próprios no financiamento da resolução ao BES no valor de 300 milhões de euros, a que se somam 4,6 mil milhões de euros obtidos em empréstimos.

Já os bancos que emprestaram 700 milhões de euros para a resolução do BES receberam 46 milhões de euros em juros.

O Fundo de Resolução é constituído por um empréstimo de 3,9 mil milhões de euros a propósito da resolução ao BES, mais 700 milhões de euros e mais 489 milhões de euros por causa do Banif, tendo este empréstimo sofrido um reembolso antecipado de 136 milhões de euros.

O Fundo de Resolução prestou ainda uma garantia de 746 milhões de euros relativamente à Oitante, a sociedade criada para ficar com os ativos tóxicos do Banif, tendo sido já realizado um reembolso antecipado parcial de 90 milhões de euros.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
(Gustavo Bom / Global Imagens )

Englobamento agrava IRS para rendimentos ‘protegidos’ pelo mínimo de existência

(Gustavo Bom / Global Imagens )

Englobamento agrava IRS para rendimentos ‘protegidos’ pelo mínimo de existência

Salvador de Mello
( Álvaro Isidoro / Global Imagens )

Saúde não pode andar “ao sabor de ventos políticos”

Outros conteúdos GMG
Bancos já aplicaram 967 milhões no Fundo de Resolução