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Bancos portugueses “ainda têm trabalho muito árduo pela frente”

O presidente executivo do Banco Santander Totta, António Vieira Monteiro (E), acompanhadopelo administrador, Manuel Preto (D), à chegada para a divulgação dos resultados relativos ao 1.º semestre de 2018 do Santander Totta, Lisboa, 1 de agosto de 2018. MIGUEL A. LOPES/ LUSA
O presidente executivo do Banco Santander Totta, António Vieira Monteiro (E), acompanhadopelo administrador, Manuel Preto (D), à chegada para a divulgação dos resultados relativos ao 1.º semestre de 2018 do Santander Totta, Lisboa, 1 de agosto de 2018. MIGUEL A. LOPES/ LUSA

Apesar das melhorias observadas na banca em Portugal, os bancos ainda têm desafios, nomeadamente na melhoria da rentabilidade e corte de malparado.

O presidente executivo do Santander em Portugal elogia os avanços registados na melhoria dos resultados na banca em Portugal, bem como na maior solidez em termos de capital, mas defende que os bancos “ainda têm trabalho muito árduo pela frente”.

António Vieira Monteiro destacou que, ao nível do crédito malparado, a média do rácio de NPE (nonperforming exposure) em Portugal é de 13%, sendo que o rácio do Santander é de 4,87% e do BPI é de 3,8%.

“A banca tem feito um esforço para resolver os seus problemas”, afirmou à margem da conferência de apresentação dos resultados do Santander em Portugal no primeiro semestre deste ano, esta quarta-feira, em Lisboa.

Logo no início da conferência, as primeiras declarações de Vieira Monteiro foram no sentido de alertar para o facto de os resultados do seu banco serem exclusivamente relativos ao mercado português, alertando que a comparação com os resultados dos restantes bancos em Portugal tem de levar esse dado em consideração.

“Os resultados em Portugal (dos restantes bancos) ainda são baixos em Portugal”, adiantou.

O gestor adiantou, durante a conferência, que não espera surpresas negativas do Fundo de Resolução, que é financiado pelos bancos.

Indicou que está a ser feito um esforço grande para resolver os problemas do Novo Banco.

O Fundo de Resolução fechou o ano passado com uma deterioração do défice de recursos próprios para 5,1 mil milhões de euros. O Fundo teve de provisionar os 792 milhões de euros que injetou no Novo Banco em maio deste ano.

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