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Bancos portugueses têm 1.900 milhões em dívida italiana

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte REUTERS/Alessandro Bianchi
O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte REUTERS/Alessandro Bianchi

Os bancos portugueses aumentaram a exposição a dívida italiana nos últimos anos.

A crescente tensão política entre Bruxelas e o governo de Giuseppe Conte e o anúncio de que o défice de Itália deverá atingir 2,4% do PIB e não os 2% esperados estão a assustar os mercados. Os investidores estão a desfazer-se de ativos italianos. Os juros da dívida soberana italiana a 10 anos estão acima de 3,5%. Pela primeira vez, a Comissão Europeia rejeitou um orçamento. Um risco para quem detém títulos de dívida soberana em carteira.

Os principais bancos portugueses, por exemplo, detêm cerca de 1900 milhões de euros em dívida soberana de Itália. A banca portuguesa tem vindo a aumentar a sua exposição a países como Itália, segundo dados do Banco de Portugal.

Itália é o país estrangeiro a que os bancos portugueses estão mais expostos, em termos de dívida pública. No final de 2017, a exposição a Itália era de 1,6% do ativo total da banca em Portugal, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal; em 2010, o peso de Itália no ativo da banca era de apenas 0,2%.

A Caixa Geral de Depósitos, segundo dados relativos a junho deste ano, tinha uma exposição de 993 milhões de euros a dívida italiana. É cerca de 9% da carteira total de dívida pública do banco público. O Dinheiro Vivo apurou que, no caso do banco público, “400 milhões de euros são Bilhetes do Tesouro (curto prazo) e o restante obrigações do Tesouro que estão numa carteira a vencimento, pelo que a sua valorização nas contas não é afetada pela volatilidade do mercado”.

No Banco BPI, Itália pesa 28% na carteira de títulos de dívida soberana de médio e longo prazo. A instituição tem 686 milhões de euros de dívida italiana. Na conferência de imprensa dos resultados trimestrais, realizada esta terça-feira, a instituição revelou que esse valor está aplicado em dívida com prazo até três anos, também numa combinação de Bilhetes do Tesouro e Obrigações do Tesouro.

O Novo Banco detém uma exposição de 117 milhões de euros. O BCP tem menos de 1% da sua carteira de títulos de dívida exposta a Itália, abaixo de 100 milhões de euros. O Santander Totta não tem dívida italiana em carteira.

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