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Bancos sob pressão para socorrerem Fundo de Resolução

Luís Máximo dos Santos é presidente do Fundo de Resolução.
Luís Máximo dos Santos é presidente do Fundo de Resolução.

O presidente do Fundo de Resolução, Máximo dos Santos, é ouvido esta quarta-feira no parlamento sobre as vendas de imóveis e créditos do Novo Banco.

Os bancos nacionais estão a ser pressionados a colaborar numa solução de financiamento do Fundo de Resolução, perante a recusa dos partidos de esquerda em aprovar o Orçamento do Estado se houver mais dinheiro a ser injetado no Novo Banco.

A notícia é avançada esta quarta-feira pelo Jornal de Negócios que aponta que “o tema é delicado e não é fácil cumprir as condições para que esta hipótese seja viável”.

O jornal recorda que o governo está a ser cada vez mais pressionado pela esquerda, à medida que a data de entrega do Orçamento do Estado para 2021 se aproxima. E destaca que, por enquanto, este é um problema político, mas arrisca transformar-se numa ameaça à estabilidade financeira.

Numa entrevista ao Expresso publicada no sábado, a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, fez depender a viabilização do Orçamento do Estado do fim das transferências para o Novo Banco e da realização de uma auditoria por instituições públicas.

O presidente do Fundo de Resolução, Máximo dos Santos, é ouvido esta quarta-feira no parlamento sobre as vendas de imóveis e créditos do Novo Banco e que têm impacto nas injeções de capital do Fundo de Resolução naquela instituição.

O Fundo de Resolução detém 25% do Novo Banco e é também responsável pelas injeções de capital no Novo Banco ao abrigo do acordo de venda do banco. A Lone Star ficou com 75% do banco em 2017 e o acordo de venda prevê que o banco pode pedir todos os anos injeções de capital para cobrir perdas registadas com a venda de ativos tóxicos que herdou do antigo Banco Espírito Santo.

O acordo prevê que o fundo possa cobrir perdas até 3.890 milhões de euros e já foram injetados 2.976 milhões de euros. Deste montante, 2.130 milhões de euros vieram de empréstimos do Estado. Poderão ainda ser injetados mais 900 milhões de euros.

Ontem foi ouvido no parlamento o presidente executivo do Novo Banco. António Ramalho defendeu as vendas de ativos tóxicos do banco e revelou que um parecer independente concluiu que os negócios foram feitos acima do preço de mercado.

Também o Banco de Portugal defendeu as vendas efetuadas pelo Novo Banco. Numa resposta a um requerimento do BE, datada de 11 de setembro, a instituição agora liderada pelo ex-ministro das Finanças, Mário Centeno, considera que os negócios foram bons.

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