Reestruturação

Banif avança para rescisões e vai fechar balcões

O fundo Apollo estará na corrida ao Banif. Até ao final do ano, banco liderado por Jorge Tomé quer ver fechado o processo de redução de quadros e balcões.

O Banif abriu um processo de rescisões por mútuo acordo estando ainda previsto o fecho de balcões, medidas que se inserem no processo de reestruturação do banco. Até ao final do ano, o banco quer encontrar um novo acionista para a participação detida pelo Estado, a Apollo Global Management é um dos fundos internacionais na corrida, noticiou o Diário Económico.

O Governo pretende uma solução para o banco liderado por Jorge Tomé antes da entrada em vigor das novas regras para a banca na Europa, em janeiro. A Direção-Geral da Concorrência da União Europeia deverá anunciar em meados de dezembro uma investigação aprofundada sobre ajuda concedida pelo Estado ao Banif, onde injetou um total de 825 milhões de euros.

O banco tem estado numa corrida para encontrar um parceiro privado que assuma a participação do Estado. O fundo norte-americano Apollo (que em Portugal já detém a Tranquilidade) está na corrida, bem como três fundos espanhóis e outras entidades estrangeiras, noticia o Diário Económico.

No âmbito do plano de reestruturação, o Banif abriu na sexta-feira um processo de rescisões amigáveis, embora sem quantificar o número de funcionários e de balcões que irão ser reduzidos. O documento entregue aos sindicatos oferece as mesmas condições do programa aberto em 2014.  Até ao final do ano, o banco quer ter este processo fechado.

O ano passado o banco reduziu o quadro de pessoal em 463 funcionários e fechou 72 balcões.  Até setembro, o Banif tinha 1765 colaboradores e 161 balcões.

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