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Bankinter atinge lucro recorde de 526 milhões em 2018

Bankinter

O lucro antes de impostos do Bankinter em Portugal disparou 92% para 60 milhões de euros, muito acima do esperado pelo banco.

O grupo espanhol Bankinter fechou o ano de 2018 com resultados recorde, pelo sexto ano consecutivo, tendo o seu lucro líquido atingido os 526,4 milhões de euros, mais 6,3% do que no exercício anterior.

O lucro antes de impostos cresceu 6,5% para 721,1 milhões. A margem financeira subiu 5,8% para 1.094 milhões de euros e as comissões líquidas aumentaram 6,2% para 450 milhões de euros.

“O grupo consolida um período de seis anos consecutivos a superar resultados, com uma taxa anual de crescimento composta, entre os anos de 2012 e 2018, de 27%”, refere o Bankinter no comunicado com os resultados anuais, divulgado esta quinta-feira.

O lucro antes de impostos do Bankinter em Portugal disparou 92% para 60 milhões de euros, muito acima do esperado pelo banco, com a margem financeira a melhorar 13% para 82 milhões de euros.

“Entre os pontos fortes destacados nestes resultados destacam-se, mais uma vez, a
rentabilidade, com um ROE, ou retorno sobre o capital investido, de 13,2%, que continua a manter o Bankinter como o banco mais lucrativo da Espanha”, destaca o grupo financeiro.

Sublinha que, para a melhoria dos seus resultados, tem contribuído o crescente destaque de novos negócios, “como é o caso do Bankinter Portugal ou do negócio de (crédito) de consumo”.

Em termos globais, quanto à solvência, o grupo fechou 2018 com uma melhoria homóloga de 29 pontos base no seu rácio de capital CET1 fully loaded, que se fixou em 11,75%, “o que compara muito bem com os restantes bancos e se encontra muito acima das exigências regulatórias do BCE para o Bankinter”.

Crescimento orgânico em Portugal

O sexto maior banco em Espanha, em capitalização bolsista, comprou as operações de banca de retalho em Portugal do britânico Barclays por cerca de 100 milhões de euros, em setembro de 2015, incluindo toda a área de banca comercial e de seguros.

A operação portuguesa representou 6% da margem bruta do grupo em 2018.

María Dolores Dancausa, presidente executiva do grupo, elogiou a performance da operação portuguesa. “Portugal fez um ano excepcional”, afirmou na conferência de apresentação de resultados do Bankinter, esta manhã, em Madrid. “Foram capazes de duplicar o lucro do ano anterior”, disse, sublinhando que “os custos apenas cresceram 1%”.

O grupo refere no comunicado com os resultados, que, “em relação ao Bankinter Portugal, que é a linha de negócio mais recentemente incorporada no atividade bancária, fecha o ano de 2018 com êxito em todos os níveis, com crescimento tanto em recursos – de 17% a mais do que em 2017 -, como em crédito – com um volume de 5.400 milhões de euros, 12% a mais do que um ano atrás – e o crescimento a carteira de créditos para empresas especialmente significativa: 42% a mais”.

Sublinha que “todas as margens do Bankinter Portugal mostram um crescimento de uma magnitude notável: 13% a mais na margem financeira, 14% a mais na margem bruta e 73% acima de 2017 na margem operacional. Com tudo isso, o benefício antes de impostos desta atividade dispara para 60 milhões de euros, 92% a mais do que obtida em 2017”.

Em termos de perspetivas futuras da operação em Portugal, a CEO do grupo espanhol indicou: “o crescimento vai ser orgânico, não vamos comprar nada em Portugal”.

Alberto Ramos, presidente executivo do Bankinter em Portugal adiantou que “o ano de 2018 foi francamente bem sucedido” e que “o plano para 2019 é dar seguimento a isso”.

O banco vai apostar na área de banca de empresas, tal como na banca privada e espera “um ano muito forte no negócio de crédito”.

A presidente executiva do Bankinter afirmou que o grupo pretende alargar ao mercado português todos os seus produtos, incluindo a sua plataforma de investimentos baseada em automação – robot adviser-, Popcoin.

Em atualização

A jornalista viajou a Madrid a convite do Bankinter.

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