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BBVA Portugal volta aos lucros após três anos de prejuízos

BBVA Portugal fechou 2015 com lucros de 2,8 milhões de euros, que comparam com os prejuízos de 62 milhões do ano anterior.

Três anos depois, o BBVA Portugal está de regresso aos lucros. A instituição financeira liderada por Luís Castro e Almeida fechou 2015 com um resultado positivo de 2,8 milhões de euros, já incluídos os custos com reestruturação, montante que compara com os prejuízos de 62 milhões arrecadados no ano anterior.

“Temos feito os trabalhos de casa e de forma rápida, o que nos permite estar numa situação que a maioria dos bancos não está”, afirmou administrador delegado do BBVA Portugal num encontro com jornalistas.

“A banca vai ter de se reinventar. As pessoas deixaram de ir aos balcões e essa é uma realidade que veio para ficar. Foi o que nós fizemos em 2010 quando criámos o BBVA Consigo, um conjunto de serviços de qualidade para os clientes que deixaram de se deslocar aos balcões e para os quais existe um gestor para cada cliente. Além da comodidade, existe um prazo maior de atendimento e já registamos um aumento do número de clientes”, revelou o administrador delegado do BBVA Portugal.

Luís Castro e Almeida é o administrador delegado do BBVA Portugal

Luís Castro e Almeida é o administrador delegado do BBVA Portugal

Com 25 anos a operar em Portugal como um banco, o BBVA Portugal fechou desde 2010 85% das agências que tinha e, segundo Luís Castro e Almeida, passou a contar com 12 agências de banca comercial, 2 centros de empresas, 2 centros de banca privada e 6 centros do BBVA Consigo.

“Não descartamos a possibilidade de abrir mais agências. Andamos em contraciclo com o resto da banca. O número de clientes aumentou, os recursos de clientes também, o que prova que é o serviço é o que os clientes querem”, afirmou o responsável.

Não descartamos a possibilidade de abrir mais agências. Andamos em contraciclo com o resto da banca

Questionado sobre a abertura de mais agências, o adminsitrador delegado do BBVA explicou que terão de responder a três funções: “ser produtivas, servirem de escola e ponto de apoio e formação de clientes para o digital, e ser apoio a todos os clientes que usam o BBVA Consigo mas que possam precisar de um atendimento físico”. E onde? “Onde tivermos clientes que justifiquem a presença de mais agências”.

Mil milhões concedidos a empresas

O responsável revelou que em 2014 “verificou-se uma alteração estratégica de banca universal que não era rentável e com uma quota de mercado pequena e passamos para um banco de nicho de mercado”.

Luís Castro e Almeida salientou que os alvos “passaram a ser 500 a 600 mil portugueses e 7500 empresas com uma faturação superior a 5 milhões de euros”. “Queremos ajudar as empresas a saírem da sua zona de conforto, com exportações para outras regiões e a diversificarem para outros mercados”.

“Em 2015 emprestamos mil milhões de euros às empresas portuguesas e é isso que vamos continuar a fazer. No primeiro trimestre deste ano o montante está parecido mas abaixo do que pretendíamos. Mas não há prejuízos”, sublinhou o responsável.

Questionado sobre o BBVA está comprador, Luís Castro e Almeida salientou que terão de ser cumpridas três condições para que seja realizada uma aquisição pela instituição financeira: “conseguir prever com facilidade o potencial de crescimento do negócio, conseguir prever os problemas que possam surgir e, claro, que o preço seja adequado”.

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