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BCE. Bancos endureceram condições do crédito às empresas no 2º trimestre

Mario Draghi, presidente do BCE (Virginia Mayo/ REUTERS)
Mario Draghi, presidente do BCE (Virginia Mayo/ REUTERS)

O BCE realizou o inquérito entre 17 de junho e 02 de julho a 144 bancos da zona euro.

O Banco Central Europeu (BCE) afirma que os bancos endureceram no segundo trimestre deste ano as condições do crédito às empresas, mas mantiveram as do crédito à habitação, segundo o último inquérito sobre crédito bancário.

As regras da concessão de crédito às empresas endureceram 5% no segundo trimestre, sendo que este número representa a percentagem líquida de bancos que afirmaram terem endurecido as condições de crédito, apesar de terem previsto um alívio das mesmas no trimestre anterior.

As regras da concessão de créditos às empresas, que fazem parte de guias internos dos bancos ou critérios para aprovação de um empréstimo, agravaram-se no segundo trimestre na Alemanha (+3%), França (+15%) e Itália (+20%), mantiveram-se em Espanha e foram aliviadas na Holanda (-24%).

As regras da concessão de crédito à habitação às famílias mantiveram-se na zona euro no segundo trimestre (1% contra 3% no trimestre anterior), foram aliviadas na Alemanha (-3%), França (-2%), e Holanda (-34%), endureceram em Espanha (+11%) e mantiveram-se em Itália (0%).

As regras para a concessão de crédito para consumo continuaram a endurecer (+4%).

Uma menor tolerância ao risco e o aumento da perceção de riscos, no caso dos créditos às empresas, juntamente com uns custos de financiamento mais elevados e restrições nos balanços contribuíram para o endurecimento das condições do crédito.

Contudo, a concorrência entre os bancos tem o efeito contrário e tende a aliviar as regras.

Para o terceiro trimestre, os bancos esperam manter as regras de crédito para os empréstimos às empresas e para o crédito à habitação e aliviar as do crédito ao consumo.

A entidade monetária sublinhou que a procura dos créditos às empresas subiu no segundo trimestre, uma tendência que se mantém em alta desde 2014 devido às baixas taxas de juro e às fusões e aquisições.

A procura de créditos à habitação e ao consumo também continuou a aumentar devido às baixas taxas de juro, sobretudo na Alemanha, em França, Itália e Holanda.

Os bancos também disseram no inquérito que o acesso ao financiamento por grosso melhorou no segundo trimestre, especialmente para valores de dívida e, em menor medida, para os mercados de dinheiro, e também indicaram uma melhoria no financiamento a retalho.

Os bancos da zona euro melhoraram a posição de capital no segundo trimestre.

O BCE realiza este inquérito de três em três meses para perceber melhor como é que os bancos concedem crédito.

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