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BCP abre porta a novos acionistas

"Elevada volatilidade e instabilidade dos mercados financeiros" justifica proposta apresentada pelo banco liderado por Nuno Amado

Os acionistas do BCP vão deliberar na assembleia geral, de 21 de abril, sobre a supressão do direito de preferência em aumentos de capital que ocorram nos próximos três anos, até 20% do capital atual.

Este é um dos pontos da ordem de trabalhos da reunião magna de acionistas do BCP (acionista do Global Media Group, que detém o Dinheiro Vivo), divulgada na noite de segunda-feira no sítio na internet da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários.

A proposta é justificada pela administração com a “elevada volatilidade e instabilidade dos mercados financeiros”, atual e previsível para “os tempos mais próximos”.

Neste cenário, argumentam os autores da proposta, “pode fazer toda a diferença o estar ou não uma instituição em condições de aproveitar e concretizar com prontidão uma eventual disponibilidade de investimento por parte de investidores qualificados ou institucionais, que pode não se compadecer com os prazos, a demora, a complexidade e, sobretudo, as incertezas de atribuição próprias de ‘rights issues’ (ofertas públicas com preferência)”.

Proposta de fusão de ações

Os acionistas do BCP vão discutir também na reunião agendada para 21 de abril uma proposta de fusão de ações, através do “reagrupamento, sem redução do capital social, das ações representativas do capital social do banco, correspondendo a cada 193 ações anteriores ao reagrupamento uma ação”, refere o ponto 10 da ordem de trabalhados.

Cada ação do BCP, com esta medida, em vez dos atuais 4,28 cêntimos, passa a valer 8,46 euros, isto tendo em conta o preço de fecho dos títulos do banco na quinta-feira, última sessão no PSI-20 antes da pausa da Páscoa. Esta alteração não tem qualquer efeito no montante dos títulos por investidor.

 

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