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BCP: Aumento de capital pretende acelerar regresso de dividendos

Fotografia: André Kosters/ LUSA
Fotografia: André Kosters/ LUSA

BCP justifica aumento de capital com "regresso à normalização" e de dividendos, comprometendo-se a distribuir no mínimo 40% dos resultados em 2018

O BCP justifica o aumento de capital de 1,33 mil milhões de euros com que pretende avançar nos próximos dias com a vontade de “acelerar o regresso à normalização da atividade do banco, incluindo o potencial regresso ao pagamento de dividendos” – o Millennium antecipa distribuir pelo menos 40% do eventual lucro de 2018 aos acionistas.

Numa apresentação preparada pelo banco para investidores, e que foi agora divulgada através da CMVM, o BCP realça que este novo aumento de capital vai permitir “a antecipação do reembolso total dos CoCos remanescentes”, cujo custo anual superar os 65 milhões de euros em juros. Além disso, a operação servirá também para “reforço do balanço para os novos benchmarks do setor bancário”.

O aumento de capital com que o BCP vai avançar passa pela criação de 15 novas ações por cada ação existente, com os atuais acionistas do banco a terem que decidir se compram essas ações por 9,4 cêntimos ou se abdicam de continuar a alimentar o banco – que desde 2008 já recorreu aos acionistas para captar perto de 6 mil milhões de euros.

De acordo com a informação avançada pelo banco, é esperado que ainda hoje o prospeto seja aprovado pelo supervisor dos mercados, com o período de transação dos direitos a decorrer entre 19 e 30 de janeiro. A subscrição destes direitos deverá ocorrer entre 19 de janeiro e 2 de fevereiro, com o início da transação das novas ações em mercado a acontecer dia 9 de fevereiro.

Na apresentação que o banco vai levar agora num roadshow perante os mercados, o BCP recorda que a chinesa Fosun já “apresentou uma ordem irrevogável de subscrição antecipada de um número de ações que lhe pode permitir passar a deter até 30% do capital social”, sublinhando novamente que a Sonangol, apesar de estar autorizada a reforçar, ainda não decidiu se acompanha o aumento de capital.

Além disso, o banco recorda igualmente que há um sindicato de bancos que já assegurou a “tomada firme da emissão de direitos”, o que garante à partida a total subscrição do valor que o BCP procura angariar.

O aumento de capital, rácios e dividendos

O BCP vai emitir aproximadamente 14 mil milhões de novas ações e antecipa que o sucesso desta operação servirá para reforçar o balanço do banco e aumentar os principais rácios de solvabilidade, elevando o CET1 para mais de 11%, “antecipando a concretização do objetivo para 2018”.

Em relação aos objetivos de rendibilidade, o BCP compromete-se com um return on equity a rondar os 10% em 2018 e aponta para o “potencial regresso ao pagamento de dividendos”, ainda que não antecipe qualquer data, antes avançando com um “objetivo para pay-out ratio de ≥40% em 2018, sujeito a requisitos regulamentares” – ou seja, pelo menos 40% do lucro de 2018 será distribuído aos acionistas.

Ao nível dos rácios, diz o banco, a emissão de 1,33 mil milhões vai permitir o reforço do balanço para os novos patamares exigidos à banca, apontando para um CET1 de 11,4% depois da operação e do reembolso dos CoCos,contra os 9,5% atuais. Quanto CET1 transitório (Phased-In), o BCP antecipa que o mesmo subirá até aos 14,1% contra os 12,2% atuais.

 

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