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BCP avança com escritura para fusão de duas imobiliárias até ao fim da semana

Fotografia: António Pedro Santos / Lusa
Fotografia: António Pedro Santos / Lusa

BCP irá avançar, ainda esta semana, com a escritura para a fusão por incorporação das imobiliárias Sadamora e Enerparcela.

O BCP irá avançar, ainda esta semana, com a escritura para a fusão por incorporação das imobiliárias Sadamora e Enerparcela, depois de ter realizado hoje uma assembleia-geral de obrigacionistas para deliberar sobre este assunto.

Fonte oficial do banco revelou à Lusa que a reunião de detentores de obrigações decorreu “dentro da normalidade” e que agora a instituição irá avançar com o processo, começando pela escritura.

A assembleia-geral foi convocada para os obrigacionistas se pronunciarem “relativamente aos possíveis prejuízos” de uma fusão por incorporação de duas imobiliárias no banco.

Na convocatória enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) o BCP detalhou que a operação em causa consiste na “fusão por incorporação, mediante transferência global do património, da Sadamora – Investimentos Imobiliários, S.A. e Enerparcela – Empreendimentos Imobiliários, S.A., no Banco Comercial Português, S.A”.

O banco deu ainda a conhecer aos detentores de obrigações que “o BCP detém integralmente o capital das sociedades a incorporar, informando que a fusão será concretizada sem prévia deliberação das assembleias-gerais das sociedades envolvidas, salvo se detentores de 5% da emissão o requererem”.

Em outro documento, em outubro, a instituição explicou que o contrato de compra e venda, segundo o qual o BCP “adquiriu a totalidade das ações representativas do capital social da Sadamora e da Enerparcela”, foi outorgado em 08 de outubro deste ano.

As sociedades deixaram, assim, de ser controladas indiretamente pelo banco e passaram a sê-lo diretamente e a 100%.

O BCP passou a controlar a Enerparcela em 2013, depois da compra do fundo Multiusos Oriente.

No mesmo ano, o banco adquiriu “em reembolso de crédito próprio” a totalidade das “unidades de participação” do fundo Grand Urban, que detém a Sadamora.

Com a fusão por incorporação, o BCP espera obter “ganhos de eficiência, através da racionalização de processos de governo societário, e das estruturas operativas, de ‘backoffice’ e outras funções de suporte”, segundo um comunicado do banco.

O Jornal de Negócios avançou que o BCP já injetou 40 milhões nestas duas sociedades.

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