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BCP com prejuízo de 251,1 milhões até setembro

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Rácios de capital do banco caem de 13,2% para 12,2% de setembro de 2015 para setembro deste ano

O Millennium bcp acumulou um prejuízo de 251,1 milhões de euros entre janeiro e setembro deste ano, valor que compara com os ganhos de 264,5 milhões de euros no mesmo período de 2015, então sobrevalorizados pelo encaixe de venda de dívida pública portuguesa.

As contas do banco liderado por Nuno Amado, agora divulgadas, evidenciam uma quebra de 283,7 milhões no produto bancário, de 1,85 mil milhões para 1,58 mil milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, ainda que a margem financeira tenha ganho algum terreno – à custa da redução das taxas oferecidas pelos depósitos de clientes.

Quanto à evolução dos rácios prudenciais, o BCP registou uma redução no core equity tier 1 (CET1) provisório, de 13,2% em setembro de 2015 para os 12,2% atuais. O CET1 em termos totais também caiu de 10% para 9,5%. Estes valores são, porém, meras estimativas, refere a instituição em nota de rodapé às contas.

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Segundo o comunicado do banco publicado na Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários, o BCP reduziu o rácio de crédito não produtivo (NPL) de 11,5% para 11%, tendo contabilizado mais 100 milhões de euros de imparidades, elevando o total do ano para 400 milhões e a cobertura para 99%. O crédito bruto a clientes, porém, recuou 4,6% no período.

Entre janeiro e setembro, o banco registou uma quebra de 2,7% nas comissões bancárias – de 402,5 milhões para 391,7 milhões -, quebra que atingiu os 6,2% nas comissões cobradas aos mercados, que caíram perto de seis milhões de euros.

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O BCP destaca ainda que as contas de 2016 estão negativamente afetadas pelos resultados não recorrentes, incluindo nestes as imparidades de crédito, apontando uma perda total de 325,6 milhões com itens não habituais, itens que, no período homólogo, resultaram num ganho de 258 milhões.

O banco destaca então que em termos de resultado core – a margem financeira, mais o ganho com comissões, subtraindo os custos operacionais – registou uma subida de 8,4% até setembro, de 614,1 milhões para 665,8 milhões, muito graças à evolução do negócio em Portugal. No mesmo período, o BCP cortou em 4,6% os custos com pessoal e em 5% os custos administrativos.

Sobre a operação portuguesa, o BCP detalha que “sem itens não habituais, os resultados líquidos da atividade em Portugal foram de -€42,5 milhões nos primeiros 9 meses de 2016, registando uma melhoria de €115,0 milhões face aos -€157,5 milhões no mesmo período de 2015”.

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