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BCP: Compensação aos trabalhadores é mais generosa do que aos acionistas

Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do 1.º trimestre de 2019, Lisboa, 9 de maio de 2019. JOÃO RELVAS/LUSA
Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do 1.º trimestre de 2019, Lisboa, 9 de maio de 2019. JOÃO RELVAS/LUSA

Proposta de compensação supera proposta de dividendo. Trabalhadores saem a ganhar, diz Miguel Maya.

O presidente do BCP disse hoje que a proposta de compensação aos trabalhadores pelos anos de cortes salariais, de 12,6 milhões de euros, é “mais generosa” do que a proposta de dividendos aos acionistas.

“Na proposta de dividendo aos acionistas versus a proposta de compensação aos trabalhadores, é mais generosa a compensação aos trabalhadores”, disse Miguel Maya na apresentação dos resultados do primeiro trimestre, justificando que aos acionistas a administração está a propor a distribuição de cerca de 30 milhões de euros, o que é um dividendo correspondente a cerca de 10% do resultado de 2018 (301,1 milhões de euros), enquanto para os trabalhadores está a propor 12,6 milhões de euros.

“Dos valores que os colaboradores deixaram de receber, que não é uma devolução é uma compensação, o que estamos a propor à assembleia-geral é equivalente a um terço desse valor”, afirmou.

Maya disse ainda que quer devolver o restante aos trabalhadores até ao final do seu atual mandato, em 2021.

Em abril, o BCP anunciou que ia propor em assembleia-geral de acionistas, que decorre em 22 de maio, a devolução de cerca de 12,6 milhões de euros aos trabalhadores, pela redução de salários entre 2014 e 2017, bem como o pagamento de dividendos de 0,002 euros por ação, no total de cerca de 30 milhões de euros.

Entre meados de 2014 e meados de 2017, os trabalhadores do BCP com remunerações acima de 1.000 euros brutos mensais tiveram os salários cortados (entre 3% e 11%), no âmbito do plano de reestruturação acordado com Bruxelas que se seguiu à ajuda estatal (de 3.000 milhões de euros) e que implicou também o fecho de balcões e a saída de milhares de trabalhadores em programas de reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo.

Os cortes salariais acabaram em julho de 2017, tendo então o banco dito que permitiram salvar 400 postos de trabalho.

Sobre a revisão do acordo de empresa, que está a ser negociada com os sindicatos, Miguel Maya não adiantou hoje detalhes, dizendo apenas que o processo decorre.

O BCP tinha 7.262 trabalhadores em Portugal no final de março.

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