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BCP contesta Novo Banco para proteger-se dos investidores

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Prospeto de aumento de capital do BCP não previa que custos com Novo Banco praticamente duplicassem

O BCP está a contestar o Novo Banco para proteger-se de eventuais processos de investidores. Este risco poderia surgir porque no último aumento de capital do banco de Nuno Amado, realizado em fevereiro de 2017, o BCP não admitia a possibilidade de os custos com a resolução do BES poderem praticamente duplicar.

O prospeto sobre o aumento de capital indicava que “não é possível determinar qual o impacto que a resolução do BES poderá ter para o BCP, enquanto instituição participante do Fundo de Resolução”, escreve esta sexta-feira o Jornal de Negócios. Além disso, “quaisquer aumentos ou reduções de responsabilidades” relacionadas com a resolução do BES ou do Banif “determinarão apenas o ajustamento da maturidade dos empréstimos do Estados e dos bancos ao Fundo de Resolução”, escreveu no prospeto a instituição liderada por Nuno Amado.

No processo entregue no tribunal, o BCP considera ainda que o acordo com o fundo Lone Star vai contra as expectativas criadas pelas autoridades.

O acordo de venda do Novo Banco ao fundo Lone Star antecipa a necessidade de injeção de 3,890 milhões de euros na instituição liderada por António Ramalho. O que pode custar quase mais 800 milhões de euros ao BCP, que já tem uma fatura prevista de cerca de mil milhões de euros.

A contestação do BCP à venda do Novo Banco foi comunicada a 1 de setembro e o fundo Lone Star pode ser chamado a contestar a ação, acrescenta a mesma publicação.

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