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BCP defende alargamento de prazo de moratória em setores de elevada sazonalidade

Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP. Fotografia:  JOÃO RELVAS/LUSA
Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP. Fotografia: JOÃO RELVAS/LUSA

Miguel Maya defendeu que determinados setores deveriam ser alvo de um prolongamento do prazo de pagamento das moratórias.

Miguel Maya, CEO do BCP, referiu que o banco vê com bons olhos o prolongamento do prazo de pagamento das moratórias para alguns setores de atividade que estejam a ser mais afetados pela pandemia de covid-19.

Considerando que “a moratória foi uma alavanca absolutamente fundamental”, Miguel Maia considera “que o prazo de pagamento de moratórias não é suficiente para alguns setores”, nomeadamente aqueles que sofrem “com elevada sazonalidade”, como a hotelaria ou a restauração, recordando ainda que algumas empresas continuam encerradas devido às recomendações da DGS.

“O BCP veria com bons olhos [alargamento do prazo] não de uma forma tão genérica como na moratória anterior, mas acho que todos sabemos que algumas empresas não vão conseguir gerar cashflow até ao final do primeiro trimestre de 2021, mesmo que estivéssemos todos vacinados”.

“Seria útil, de forma mais cirúrgica para alguns setores alargar o prazo de pagamento das moratórias.”

No primeiro semestre, o BCP aprovou mais de 26500 moratórias às empresas, num valor total de 4,7 mil milhões de euros. No total, foram aprovadas 120 mil moratórias, representando um valor de quase nove mil milhões.

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