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BCP. Distribuição de dividendos só depois da pandemia

Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP.
Fotografia: João Relvas/Lusa
Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP. Fotografia: João Relvas/Lusa

Acionistas do BCP aprovaram retomar a distribuição de dividendos quando ultrapassada a pandemia covid-19

Reunidos em assembleia-geral, os acionistas do BCP aprovaram todos os pontos que estavam em votação. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco refere ter sido aprovada a proposta de aplicação dos resultados do exercício de 2019.

Em cima da mesa estava uma proposta de pagamento da compensação salarial aos trabalhadores (no valor total 5,281 milhões de euros), para compensação parcial dos cortes que sofreram entre junho de 2014 e junho de 2017, mas que não haverá distribuição de dividendos, tal como já tinha sido anunciado.

Sobre os dividendos, a proposta do banco liderado por Miguel Maia assinalava que “os potenciais impactos e incertezas associadas à atual situação da pandemia” aconselham “extrema prudência na aplicação dos resultados” justificando a “não distribuição de dividendos relativos ao exercício de 2019”.

A proposta do Conselho de Administração reitera a intenção de, uma vez ultrapassada a crise e na medida em que o banco e a economia inicie a sua recuperação, “retomar a plena aplicação da política de dividendos” aprovada.

Os acionistas do BCP aprovaram também as contas de 2019 (ano em que o banco registou lucros consolidados de 302 milhões de euros).

Entre as propostas que mereceram o voto favorável dos acionistas esteve ainda a política de remuneração dos membros dos órgãos da administração e de fiscalização do banco, bem como a proposta de aquisição e alienação de ações e obrigações próprias.

Adicionalmente, foi também aprovado um voto de confiança e louvor no Conselho de Administração, incluindo a Comissão Executiva e a Comissão de Auditoria, e em cada um dos respetivos membros, bem como no Revisor Oficial de Contas e no seu representante.

O último ponto da ordem de trabalho visou a recondução dos membros eleitos da Mesa da Assembleia-Geral do BCP para o quadriénio 2020/2023.

A reunião desta quarta-feira decorreu exclusivamente, através de meios telemáticos devido à pandemia de covid-19, tendo participado acionistas detentores de 61,31% do capital social do banco.

O principal acionista do BCP é o grupo chinês Fosun, com cerca de 27%, sendo a petrolífera angolana Sonangol o segundo maior acionista, com 19,5% do capital social.

O fundo de investimento BlackRock tem cerca de 3% e o Grupo EDP cerca de 2%, segundos os últimos dados disponíveis no site do banco na Internet.

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