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BCP diz que “não tem intenção” de ser acionista da Pharol

Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do 1.º trimestre de 2019, Lisboa, 9 de maio de 2019. JOÃO RELVAS/LUSA
Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do 1.º trimestre de 2019, Lisboa, 9 de maio de 2019. JOÃO RELVAS/LUSA

Um dos principais acionistas da Pharol deu como garantia as suas ações na sociedade num empréstimo contratado com o BCP.

O Millennium bcp não tem intenção de ficar com os 10% da Pharol que poderá vir a deter, na sequência de um empréstimo que está em incumprimento e que dá como garantia as ações da empresa.

Em causa está uma posição de 9,99% da Pharol detida pela High Bridge e que agora pode passar para o BCP, banco credor daquela sociedade, de acordo com um comunicado divulgado na manhã desta segunda-feira no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

O BCP já foi acionista da Pharol mas vendeu os seus 6,17% da sociedade à High Bridge em maio de 2017. A participação foi comprada com recurso a um empréstimo contratado com o BCP.

O banco tinha ficado com aquela posição na Pharol depois de, no verão de 2015, ter executado uma dívida da Ongoing que tinha como garantia as ações da antiga PT SGPS.

Se agora ficasse com a posição, o banco liderado por Miguel Maya passaria a ser o segundo maior acionista da Pharol, a seguir à Telemar Norte Leste, que detém 10% do capital da empresa. O terceiro maior acionista é o Novo Banco, com 9,56% do capital.

“No financiamento que também tem como colateral ações da Pharol, o Millennium bcp não transferiu as ações para a sua propriedade, tendo apenas prestado informação sobre o direito acionado, a quem competia”, segundo um comentário do BCP enviado a jornalistas, esta tarde. “O Millennium bcp não tem intenção de deter ações da Pharol e, tendo direitos sobre as mesmas, o natural é vender”, adianta.

As ações do BCP fecharam a cair 5,2% para 0,1979 euros, com 66,7 milhões de títulos movimentados. O índice STOXX 600 para o setor da banca desceu 1,7%, enquanto o principal índice bolsista português, o PSI-20, recuou 1,73%.

Em abril deste ano, a CMVM acusou a a High Bridge e a outras duas sociedades – a High Seas Capital Investments, LLC e a Blackhill Holding Limited, LLC – de falta de transparência sobre quem são os donos das empresas. Num projeto de decisão, o regulador concluiu ainda “que não foi assumida a atuação concertada entre as três referidas entidades” na Pharol. A CMVM deu um prazo de 30 dias para as sociedades prestarem esclarecimentos ao supervisor.

Atualizada às 18H18 com cotação de fecho das ações do BCP e índices

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