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BCP não altera proposta para comprar Novo Banco

Prazo para entrega das propostas melhoradas termina esta sexta-feira. Modelo é escolhido depois.

O BCP não deverá fazer alterações à proposta que entregou em junho pelo Novo Banco. Ao que apurou o Dinheiro Vivo o banco liderado por Nuno Amado não tem intenções de melhorar a sua oferta pelo banco de transição, mantendo-se em jogo com a manifestação de interesse, sem preço, que apresentou no lote para venda direta e numa altura em que está praticamente fechada a entrada dos chineses da Fosun no capital.

O prazo para a entrega das propostas melhoradas termina na sexta-feira e há cinco entidades na corrida. BPI, Apollo/Centerbridge, Lone Star e BCP entregaram propostas para o modelo de venda direta mas o BCP apresentou apenas uma manifestação de interesse e não uma proposta concreta, como admitiu o próprio presidente do banco.

“Fizemos uma carta de interesse, com um determinado perfil”, afirmou Nuno Amado no final de julho. Além dos interessados na venda direta os chineses do grupo Misheng também avançaram com uma proposta para a compra de cerca de 50% do banco, em cenário de venda em bolsa. O resto do capital será vendido em mercado, numa fase posterior.

Os dois modelos de venda do Novo Banco continuam em estudo e o Banco de Portugal só vai decidir depois de os interessados entregarem as suas propostas finais, como noticiou o Dinheiro Vivo.

O Banco de Portugal espera, no final deste mês, ter reunido todos os elementos técnicos que permitem decidir qual o modelo de venda a seguir. Com a entrega das propostas finais no início de novembro é possível manter o calendário: inicialmente o objetivo era definir o modelo de venda ainda no verão mas a decisão foi atrasada para que os interessados pudessem melhorar as suas propostas – que estão muito abaixo dos 4,9 mil milhões de euros que o Fundo de Resolução injetou no Novo Banco.

Se a venda não avançar poderá ser necessário um novo corte de 500 postos de trabalho na entidade liderada por António Ramalho. E se não for vendido até agosto de 2017 seguirá para liquidação.

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