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BCP sinaliza dividendos após jejum de 8 anos

Presidente Executivo do BCP, Miguel Maya e o Chaiman, Nuno Amado como representantes do conselho de administração do BCP.


(Gonçalo Villaverde / Global Imagens)
Presidente Executivo do BCP, Miguel Maya e o Chaiman, Nuno Amado como representantes do conselho de administração do BCP. (Gonçalo Villaverde / Global Imagens)

Miguel Maya coloca o BCP no caminho do regresso à normalidade, com a porta aberta ao pagamento de dividendos.

Desde 2011 que os acionistas do Millennium bcp não recebem dividendos. Mas o banco prepara-se para voltar a remunerar os acionistas já em 2019. “A distribuição de dividendos por parte do BCP terá um valor simbólico”, afirma Rui Bárbara, gestor de ativos do Banco Carregosa. Isto porque “o banco ainda se encontra na fase de capital rebuilt, e os resultados que conseguir serão utilizados, ainda, para melhorar os rácios de capital”. Mas a medida marca o regresso do banco à normalidade depois de um período de crise que afetou o país e a banca.

Na sexta-feira, o BCP convocou uma assembleia geral (AG) de acionistas para 5 de novembro. Na agenda está a clarificação do poder da AG para aprovar a distribuição de dividendos, bem como a redução do capital social em 875,7 milhões de euros, sem alteração do número de ações nem da situação líquida do banco. O objetivo do banco é ficar com fundos distribuíveis. “É uma operação meramente contabilística. Os acionistas continuarão a deter o mesmo valor, independentemente do número de ações detidas”, adiantou o gestor de ativos.

No final de maio, Miguel Maya tinha acabado de ser nomeado novo CEO do BCP e prometeu dar mais lucros aos acionistas. Entretanto, garantiu que no plano estratégico do BCP teria de haver dois temas incontornáveis: dividendos e redução do crédito malparado. A angolana Sonangol, segundo maior acionista do BCP, pediu dividendos e um lucro acima dos 300 milhões estimados para 2018.

No primeiro semestre, o lucro do banco disparou 67,5% em termos homólogos, somando 150,6 milhões de euros.

Caberá aos acionistas do banco decidirem sobre o pagamento de dividendos em relação ao exercício de 2019 quando se reunirem em assembleia geral anual. O maior acionista do banco é a chinesa Fosun, com 27,06% do capital, seguida da Sonangol, com 19,49%, e da BlackRock, com 3,3%.

As ações do banco chegaram a disparar 2% na sexta-feira, a beneficiar do anúncio feito antes da abertura da bolsa. Mas acabaram por fechar a subir apenas 0,49%. A subida do BCP contrastou com a queda de 0,45% do índice europeu STOXX 600 para a banca.

Carla Maia Santos, corretora da XTB, considera que a subida do BCP é explicada pela possibilidade “de começar a pagar dividendos” e pelo facto de os investidores “aproveitarem para comprar depois das recentes desvalorizações, motivadas pela conjuntura externa”. Em 2018, o BCP acumula uma desvalorização em bolsa de 19%.

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