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BdP analisa denúncias anónimas no Crédito Agrícola

Licínio Pina, presidente do Crédito Agrícola
Licínio Pina, presidente do Crédito Agrícola

Assembleia-geral da Caixa Central reúne-se este sábado para discutir estatutos e remunerações.

O Banco de Portugal quer esclarecer denúncias anónimas contra a Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo (CCCAM), avança este sábado o Público.

O jornal escreve sobre o conteúdo de um pedido de esclarecimentos do regulador da banca, remetido ao banco do Crédito Agrícola a 10 de dezembro, relacionado com as diferentes funções assumidas pelo presidente, Licínio Pina, no grupo, remunerações de créditos sindicados, fusões entre caixas, alienação de imobiliário ou ainda o processo de contratação da mulher do presidente.

A notícia é publicada no dia em que se realiza a assembleia geral do Crédito Agrícola, que vai debater alterações aos estatutos da instituição bancária cooperativa que tem 80 caixas agrícolas no país. Segundo o Público, as mudanças estão a originar contestação interna.

O jornal escreve que o Banco de Portugal alerta no pedido de esclarecimentos para o facto de membros do Conselho de Administração Executivo não poderem exercer cargos na administração de nenhum das caixas no país, e lembra que Licínio Pina é administrador da Caixa de Crédito Agrícola da Serra da Estrela.

O regulador pede igualmente informações sobre o arrendamento ou venda do edifício Valmor, em Lisboa, “a uma entidade do universo do antigo governador do BdP António Sousa que detém o fundo de capital de risco ECS”, procurando saber quais os procedimentos adotados para prevenir eventuais situações de conflito de interesse.

A contração da mulher do presidente do grupo é outra das situações sobre a qual são pedidos esclarecimentos.

O banco de Portugal quer ainda que Licínio Pina deixe de acumular a presidência com a direção da fiscalização do grupo, escreve o jornal.

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