joe berardo

Berardo: “Este governo está a perseguir as pessoas do dinheiro”

"Este Governo quer vender tudo"
"Este Governo quer vender tudo"

José Manuel Rodrigues Berardo é o
sétimo filho de uma família da Madeira, onde começou a regular
garrafas e a trabalhar em provas de vinho. Aos 18 anos partiu para a
África do Sul, onde deu largas ao espírito empreendedor. Aposta no
negócio do ouro, e ganha.

A partir daí entra em vários sectores:
diamantes, petróleo, papel, banca… A notoriedade que alcançou,
deu-lhe um lugar no conselho consultivo do antigo presidente Pieter
Botha. Nos anos 1980, regressa a Portugal, onde faz vários
investimentos. É acionista de referência do BCP e da Zon. É dono
de uma das melhores e maiores coleções de arte moderna da Europa –
é um colecionador compulsivo, um hábito que vem desde a infância,
quando juntava selos, caixas de fósforos e postais de navios que
atracavam na Madeira. José Manuel Rodrigues Berardo, mais conhecido
como Joe, tem 68 anos.

Veja aqui o vídeo da entrevista

As notícias sobre a sua situação
financeira não param. Há dias foi noticiado que CGD, BES e BCP
exigem que pague uma dívida de mais de 400 milhões de euros, no
processo que opõe o BBVA à sua Metalgest. Como vai pagar?

Não tem nada que ver com pagar, pois
isso não é verdade. É falso, não tenho esse problema de os bancos
estarem a pedir-me o dinheiro. Temos acordos diversos, mas está tudo
em dia. Como qualquer outra pessoa, se tem uma dívida tem a
segurança e há acordos. Não está em default. Ninguém me está a
pedir dinheiro.

Portanto, essa dívida de 400 milhões
de euros não existe?

Haver uma dívida é uma coisa. Não
vou declarar quanto é, se é isso, ou mais, ou menos. Mas a
informação está errada. O que aconteceu foi que o BBVA dizia que
eu tinha uma dívida de parte de 3 milhões de euros, há cerca de 12
anos, quando houve uma companhia da Bolsa que foi vendida ao BBVA.
Nessa altura eles fizeram uma fatura incorreta pelos serviços que
nos prestaram para melhorar o balanço deles. Eu não estava a par.
Uma vez veio uma fatura dessas, alguém me veio perguntar e eu disse
que não tínhamos essa dívida e mandámos a fatura para trás. Há
12 anos. Então a coisa andou até que, recentemente, fomos
notificados de que tínhamos uma dívida de 3 milhões – nem fui a
tribunal. Não percebo como é que isto acontece hoje. Penhoraram-me
dois quadros e vamos a tribunal ver o que é que se passa.

Então, as tais notícias que davam
conta da penhora de automóveis…

Está resolvido, foi o que eu disse. É
uma injustiça. Já tínhamos dado uma garantia e agora temos de ir
para tribunal defendermo-nos. Eu não estou a dever o dinheiro.
Quando estou a dever dinheiro, pago.

Mas notícias referem que está
totalmente endividado.

Totalmente endividado?! O que quer
dizer isso? Se ler tudo, diz-se que o tribunal diz que já está
resolvido.

Além do BBVA, também outros bancos
credores podem avançar para processos de penhora?

Como é que eles podem avançar se está
tudo resolvido? Só se não houver cumprimento – e até agora…

Mas segundo o BBVA, citado pelo Correio
da Manhã, o senhor está “totalmente endividado, estando o seu
património, pelo menos o que até agora se conhece, totalmente
onerado”. É verdade?

Eu não vou discutir essas coisas que
não são verdade.

Não é verdade que está totalmente
endividado?

Temos garantias, como toda a gente.
Hoje em dia, no Banco de Portugal, quem tem crédito tem de dar
garantias. Quando fizemos alguns dos empréstimos só tínhamos as
ações como garantia – foi o acordado. Mas como já fui
administrador de um banco e sei que as coisas mudam, eles disseram-me
para arranjar mais garantias, embora isso não estivesse no acordo
inicial. Como sei que tenho de respeitar as coisas e não fugir dos
problemas – podia dizer que não dava mais garantias e pronto, eles
não podiam fazer nada -, dei mais garantias. E estou contente por
isso.

Então a sua relação com os bancos
está normalizada desde que reforçou as garantias.

Sempre estiveram normalizadas.
Estivemos foi em negociações.

E já terminaram essas negociações?

Por enquanto, sim.

Quando?

Já foi há tanto tempo.

E recentemente não houve qualquer
pedido de reforço?

A única coisa que houve foi o BBVA.

Então as notícias sobre a falência
são manifestamente exageradas?

Não vou discutir coisas que não
existem. Já ando nisto há tantos anos… Ainda há pouco tempo
disse que o emigrante que venha para Portugal fazer coisas tem de
trazer duas fortunas: uma para ficar e outra para especular. Essa da
especulação foi complicada, temos muito que aprender.

Mas a verdade é que com a crise o seu
património desvalorizou bastante. A participação que tem no BCP já
não vale o mesmo, o seu património imobiliário também não.

Sem dúvida. Mas tenho outros que estão
bem valorizados.

Qual é a sua verdadeira situação
financeira?

Muito boa.

Continua um homem rico?

Não digo um homem rico, mas um rico
homem. Não sei qual é a diferença, mas pronto [risos].

Não foi forçado a vender ativos para
pagar as suas dívidas?

Por enquanto, não.

Nem teme que isso possa vir a
acontecer?

Não vou discutir um problema que não
existe agora, quando chegar a altura dessa situação, vamos ver.

Mas prevê que essa altura possa, de
facto, chegar?

Não sei. É como Portugal com as
dívidas que tem – o que é que vai acontecer se não puder pagar?
Vamos negociar nessa altura. Quando chegar a altura de pagamentos, se
você não pagar, vai negociar.

Está a aproximar-se o momento-chave
para essas negociações?

Não.

Neste verão acompanhou o aumento de
capital do BCP e reforçou a sua participação. Para quanto?

Não tenho aqui comigo. Não vou
especular.

Mas é uma participação qualificada
inferior a 5%?

É uma participação qualificada.

Esse investimento é para manter?

De momento, o que é que posso fazer?
Vou tentar manter.

Para não perder dinheiro, é isso?

A pessoa só perde quando vende. Há
poucos meses foi o aumento de capital. Eu não pedi dinheiro a
ninguém para ir ao aumento de capital.

Como é que fez face a este
investimento no BCP?

Comprando.

Mas com que dinheiro?

Com o meu.

Não foi dinheiro que resultou da venda
de 32% da Sogrape?

É o meu dinheiro. Mesmo que não
tivesse vendido a minha posição na Sogrape.

Não teve de se endividar?

Não.

E qual é a sua opinião sobre a atual
gestão do BCP, liderada por Nuno Amado?

Infelizmente, seja qual for o
presidente do conselho de administração, o sector está em
dificuldades.

Confia na gestão de Nuno Amado?

As coisas estão tão difíceis… Ele
já dirigiu um banco e teve fantásticos resultados. Não há razão
para ele não continuar até que a situação financeira
internacional melhore.

Arrepende-se do seu envolvimento na
guerra do BCP?

Não vale a pena pensar em “se”.
Arrependimento não tenho. Quando começou a guerra do BCP, um dos
grandes desgostos que tive na minha vida – tinha uma grande amizade e
consideração pelo Jardim Gonçalves, que também é da Madeira -,
fiquei muito triste. É uma pena que os juízes não tenham as leis
suficientes para andarem mais rápido. Quando houve esse princípio,
eu podia ter saído. Na guerra que começámos na assembleia geral,
fizeram-me uma oferta através da qual faria muito dinheiro se
tivesse saído. E tive uma reunião com o conselho de administração,
o meu filho e um advogado, e o meu filho disse: “Não há
ninguém que compre a nossa dignidade. Sabemos que vamos para uma
batalha dura, mas isto tem de ser esclarecido.”

Gastou muito dinheiro à conta dessa
batalha dura.

É verdade, mas também o dinheiro para
que é que serve? Se não se vai à procura também de justiça…
Tenho estado envolvido na briga pró-minoritários há muitos anos. E
continuo a brigar porque em Portugal os minoritário não têm voz
ativa. Os acionistas têm de ser tratados devidamente.

Falou da amizade com Jardim Gonçalves.
O fundador do BCP moveu–lhe um processo por difamação.

E ganhei.

Acabou por ser absolvido.

Eu ganhei! Ele estava errado. Eu não
estou arrependido. Tentei fazer a coisa certa, mas as pessoas não
entenderam. Um ladrão é um ladrão.

Acusou Jardim Gonçalves de várias
coisas, entre elas de fazer aldrabice.

E é verdade.

É recorrente o cenário de fusões e
aquisições na banca portuguesa. Nesta altura, quando há bancos,
como o BCP de que é acionista, que tiveram de pedir dinheiro ao
Estado para atingir os requisitos de capital exigidos pela autoridade
bancária europeia, este é um cenário a ser considerado?

A ajuda que está a ser dada a todas as
instituições financeiras é uma nacionalização indireta. Só não
foi feita uma nacionalização porque, se o governo fizesse agora uma
nacionalização, seria mau para a contas públicas.

Mas uma fusão entre o BCP e o BPI é
possível?

Com as condições da troika e do Banco
de Portugal eles estão com a mãos amarradas. Só com o seu
consentimento. Nem o conselho de administração nem os acionistas
têm poder para isso.

A atividade de especulação da Bolsa é
aquela que reserva exclusivamente para si e para o seu filho. No meio
desta crise, continua a ter a mesma sorte e a encontrar boas
oportunidades para especular?

Não tantas. Primeiro, o que é a
especulação? Não é comprar uma ação e pôr lá o dinheiro e
depois vender com ganho ou prejuízo. Uma especulação é comprar ou
vender coisas que não existem, como futures. Há pouco tempo, Hugo
Chávez disse que tinha 900 toneladas de ouro. O que ele tinha
comprado eram 900 toneladas de futures. Isso é que é especulação.
Nas moedas, no trigo, no milho, que é tudo controlado pela Goldman
Sachs. Não há maneira de este mundo melhorar até que esse problema
seja resolvido.

Qual problema?

A especulação através de futures das
matérias-primas. Há poucas pessoas que conhecem esse problema, mas
é o problema mais grave da humanidade. Considero que é o maior
roubo da humanidade. A especulação em futuros são triliões de
dólares that they trade every day.

Tem apostado em quê na Bolsa?

Não vou discutir os meus negócios.
Tenho feito, não tanto como antigamente, mas há sempre opção.
Agora, eu nunca quis vender o que não tinha, acho que isso devia ser
expressamente proibido, tanto na subida como na descida, temos de ir
para os valores antigos, comprar e vender.

Falou da importância dos acionistas
minoritários. A CMVM, regulador do mercado de capitais, não tem
feito o suficiente na defesa dos interesses de pequenos acionistas?

A CMVM e o Banco de Portugal só podem
atuar pelas leis que têm. O juiz só pode ir de acordo com as leis.

O quadro legal está incompleto?

Exatamente, e ninguém vê isso. Tenho
soluções para pôr Portugal entre os melhores da Europa e este é o
momento ideal, mas não há coragem.

Mas que soluções são essas?

Temos é de fazer leis como Londres,
para trazer as pessoas com dinheiro para Portugal, mas para isso
temos de ter melhor cultura, temos de arranjar hotéis melhores.

A mais-valia de Londres é que é uma
praça financeira muito forte.

Porque as pessoas têm o direito de
viver lá por seis meses e todo o dinheiro que seja feito fora de
Inglaterra chega lá e não paga impostos. Temos de aprender com quem
sabe. Por exemplo, a zona franca da Madeira acabou. Mas acha que as
pessoas dos offshores acabaram?

Não! Acho que a CGD foi para as
Baamas, os outros bancos para aqui e para acolá. Portanto, matámos
a possibilidade de ter a galinha dos ovos de ouro.

Falou com governos anteriores das suas
propostas. E com este governo já tentou?

Não consigo. Não consigo obter
resposta. Tenho a fábrica do tabaco e com as alterações à
fiscalidade do tabaco de enrolar já perdemos 35% só na Madeira.
Isso significa fiscalmente uma perda, só para a zona da Madeira, de
cinco milhões de euros. Escrevi ao ministro das Finanças e não
tive resposta. E a zona da Madeira vai perder as vantagens que tinha
com o preço do tabaco.

Não teve qualquer contacto com este
governo, apesar das tentativas que fez.

Escrevi ao primeiro-ministro umas oito
cartas e ele nunca respondeu. Numa altura, escrevi ao presidente da
América e ele deu-me resposta. No tempo do Nixon, ainda eu estava na
África do Sul.

Porque é que acha que Passos Coelho
não lhe respondeu?

Anda muito ocupado. Tem a mão cheia de
trabalho. Na África do Sul, um país muito maior, fui um dos 21
apontados como advisor. Mas este governo talvez não precise – para
quê tantas pessoas a dar opiniões? Eles têm tido conferências e
têm-me convidado para ir a conferências, mas para ir ouvir a
conferência, o que já está feito, o que eles querem dizer, não
vale a pena perder tempo, nem vou. Agora, se eles quiserem que dê a
minha opinião… Como achar que se devia atingir um objetivo
relativamente fácil para melhorar a vida dos portugueses – como se
diz em inglês, you take the bull by the hornes. Não é só reduzir
e reduzir.

O que é que se vai fazer no futuro aqui em Portugal? O
que será o futuro dos seus filhos, dos meus netos? Não posso
continuar aqui nesta situação. Eu vim para aqui com o sonho do
mercado comum, e realmente foi verdade, agora estragámos a nossa
produtividade.

Mas pondera a possibilidade de
abandonar o país, de deslocalizar alguns investimentos?

Isso não há dúvida. Então o que é
que se pode fazer? Vou esperar até ao próximo ano para ver este
novo orçamento, mas vou ter de decidir. O conselho que o governo dá
é para emigrarmos. Tive na fundação mais de 20 mil bolsas de
estudo e mais de 52% dos bolseiros já não estão em Portugal. Então
para que é que gastei dinheiro a apoiar as pessoas para melhorar a
situação de Portugal. Estive a gastar o meu dinheirinho e agora vão
para países com melhor rentabilidade do que o nosso. Acho que isso é
uma pena.

É capaz de seguir o caminho dessas
pessoas?

Eu acho que sim. Eu tenho de ver o
futuro dos meus netos. Este governo está a perseguir as pessoas do
dinheiro. É um pecado mortal a pessoa ser rica. Não é ajudar os
pobres a serem ricos, aqui é os ricos que devem ficar pobres.

Mas pelo mundo fora têm sido várias
as vozes a defender o aumento de impostos para os mais ricos. Está
disponível para pagar mais impostos em Portugal?

Eu estou a pagar e se estou aqui tenho
de ajudar. Mas não concordo com a maneira com eles fazem. Isto nem 8
nem 80.

Mas estaria disponível para pagar mais
impostos?

Por mim não é importante mais um
pouco, menos um pouco. Eu não sou the average. Estou preocupado é
com o futuro dos homens de negócios deste país, que vão levar os
negócios para outro lugar.

É conhecida a sua paixão pelo
Benfica. Em 2007, chegou até a lançar uma OPA para controlar a SAD
do clube.

Não. Foi para uma percentagem de 30%.
Nunca quis controlar o Benfica. Não tenho adaptação para ser
presidente de um clube. Aquilo é uma escravatura.

Não sonha vir a ser presidente do
Benfica um dia?

Nunca.

Está satisfeito com o que viu esta
época no seu clube?

Felizmente estamos chegando a um
objetivo de futebol muito bom e muito bonito.

Jorge Jesus deve continuar?

Ainda há poucos dias disse que o bom
treinador é aquele que ganha. E ele ganha.

Vamos falar da sua coleção de arte
moderna, que está avaliada, pelos últimos números da Christie’s,
em mais de 300 milhões de euros e é elogiada por críticos de todo
o mundo. Há poucas semanas, soube-se do interesse de um empresário
nova-iorquino com ligações à Rússia que terá contactado o
governo português para comprar todo o acervo. Na altura disse que
desconhecia o valor da proposta. Já o conhece?
Não. Já pedi ao governo para me dar
uma cópia dessa carta que mandaram para os bancos e não mandaram
para mim.

Mandaram para os bancos que têm a
coleção como garantia?

Não é bem assim. Eles mandaram para
os bancos também a informar de que estava a fazer uma exposição em
Miami, a dar a entender que eu estava a fugir com a coleção. O que
acontece é muito simples: o governo tem uma opção de compra da
coleção Berardo por 300 milhões de euros por um período de dez
anos. Tenho tido visitas que avaliam a coleção em mil milhões de
euros. E alguém pensou: “Vamos fazer a oferta ao governo, o
governo exerce a opção e leva-se a coleção por esse valor.”

O governo tem a opção mas a coleção
é sua?
Sim, mas eles podem exercer a opção a
qualquer momento. Mas eu ando nisto há muito tempo e a opção só é
válida para a coleção ficar toda em Portugal. Sem a minha
autorização eles não podem vender se não for para a coleção
ficar em Portugal.

Esse acordo tem um prazo de validade
que acaba em 2016. Mesmo depois do final do acordo mantém–se a
obrigatoriedade de a coleção ficar em Portugal?

Claro. Só com a minha autorização ou
da minha descendência, se me acontecer alguma coisa, é que os
estatutos podem ser mudados.

E estaria disponível para alterar os
estatutos?
Não vou falar de uma coisa que é
válida até 2016. Tanta gente que me tem vindo falar, mas até 2016
tenho de cumprir a minha palavra. Se o governo quiser exercer a opção
– que não tem dinheiro para isso – vai ter também de deixar a
coleção em Portugal.

E tem vontade para renovar esse acordo
ou estender o prazo?

Está no acordo que, tempos antes de o
acordo acabar, vamos ter de ver qual é o futuro da coleção.
Imagine que me dizem: “Queremos ficar, mas não temos dinheiro
para comprar.” Ok, quantos anos querem mais? É negociável.
Para mim até 2016 está fechado, estamos em 2012. O governo pode
mudar até lá. Não vou perder tempo na minha cabeça.

A sua coleção está à venda ou não?

Não. Não pode. Tenho tido pessoas que
vieram de Israel, de Inglaterra, de Nova Iorque, da Rússia, mas a
minha coleção não está à venda. Porque eu não quero também.
Isto é parte da minha vida! Eu estou a colecionar desde os 10 anos,
nunca vendi uma caixa de fósforos ou um postal. Tenho tudo comigo,
tenho mais de 40 mil peças, tenho quatro museus abertos ao público
por minha conta.

Em relação a este episódio da carta
que foi dirigida ao governo e não a si. Disse, na altura,
publicamente que tinha ficado incomodado. O governo já falou
consigo?

Fiquei admirado por alguém receber
essas propostas e o governo nunca ter falado comigo. Entretanto, já
falei com o secretário de Estado da Cultura – disseram que me iam
dar uma cópia dessa carta. Mas ainda não deram. Não interessa, já
a sei de cor.

E com o empresário que fez a proposta,
já falou?
Não falei nem vou falar. Não estou
interessado.

Olhando para a sua terra, a Madeira.
Como vê a liderança de Alberto João Jardim. Ele deve continuar?

O Alberto João Jardim é um ano mais
velho do que eu. Ele teve um papel muito importante no meu regresso a
Portugal, mas acho que não pode continuar, tem de haver sangue novo.
O tempo de dirigir a Madeira como no passado, com bocas, isso já
passou. Acho que ele devia sair pela porta da frente e os madeirenses
agradecerem pelo trabalho que ele tem feito.

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