BES apresenta prejuízos de 3,6 mil milhões de euros no primeiro semestre

BES regista prejuízo histórico
BES regista prejuízo histórico

O Banco Espírito Santo (BES) apresentou um prejuízo de 3,6 mil milhões de euros, no primeiro semestre, resultantes do reforço de imparidades e contingências no valor de 4,3 mil milhões de euros, revelou a instituição financeira em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Em comunicado enviado à CMVM, o BES explica que os resultados foram “significativamente influenciados pelos seguintes fatores de natureza
excecional: (i) constituição de provisões para fazer face à exposição perante as empresas do
Grupo Espírito Santo; (ii) anulação de juros incobráveis sobre crédito concedido no BES Angola (BESA)
e constituição de provisões para contingências fiscais nesta filial; (iii) agravamento do
risco da carteira de crédito; (iv) reconhecimento da imparidade na participação na Portugal Telecom; (v) consolidação de SPE e contingências sobre dívida emitida”.

Sem contar com estes fatores extraordinários, e contabilizando apenas a atividade corrente do banco, os prejuízos teriam ascendido a 255,4 milhões de euros, que comparam com os números negativos homólogos de 237,4 milhões.

Os principais indicadores revelam que uma quebra dos depósitos de clientes, de 5,2% para os 35,9 mil milhões de euros, e uma subida do crédito concedido a clientes, de 0,3% para os 51,3 mil milhões.

O produto bancário comercial teve uma queda de 23,8% face ao semestre homólogo, “determinado pelos
ajustamentos contabilísticos realizados no BESA; sem este efeito teria um aumento de
2,2%”, enquanto que os custos operativos aumentaram 5,7% devido “ao custo com as reformas antecipadas de 139 colaboradores e a
alterações no perímetro de consolidação; excluindo estes efeitos os custos
teriam aumentado 0,8% com redução de 2,1% na área doméstica”.

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