Lesados do BES

BES. Lesados querem mais reuniões além do Banco de Portugal

Ricardo Ângelo, presidente da associação de lesados do BES (AIEPC). Fotografia: Rui Oliveira /Global Imagens
Ricardo Ângelo, presidente da associação de lesados do BES (AIEPC). Fotografia: Rui Oliveira /Global Imagens

Reunião com supervisor bancário foi ponto de viragem para os clientes do papel comercial

Esta foi uma semana de viragem para os lesados do papel comercial do BES. Foram recebidos pela primeira vez pelo Banco de Portugal. O supervisor tem sido apontado como o principal obstáculo a uma solução para estes clientes. Mas esta foi só a primeira de várias reuniões, apurou o Dinheiro Vivo.

Já é certo que vai haver mais uma reunião com o supervisor, cujo comportamento no primeiro encontro deixou “positivamente surpreendido” Ricardo Ângelo, o líder da associação que representa os lesados (AIEPC). Pelo menos mais uma deverá ser agendada, já depois do encontro de ontem, que envolveu, de novo, Banco de Portugal, CMVM e Governo.

Os dois últimos são os próximos objetivos da AIEPC, segundo o que foi possível apurar junto de fonte ligada ao processo. O primeiro-ministro já mereceu os elogios de Ricardo Ângelo. “Tem-se mostrado terra-a-terra e uma pessoa acessível”, disse a 18 de fevereiro.

A reunião de ontem terá servido para definir se será viável avançar para um mecanismo de conciliação que inclua os dois reguladores, CMVM e Banco de Portugal, mas também o Governo, o Novo Banco, o BES e a associação de lesados. Viabilidade que poderá ser definida através de um memorando que defina, legalmente, qual o enquadramento jurídico do regime de conciliação, adiantou na sexta-feira o Jornal de Negócios.

Eduardo Stock da Cunha, presidente do Novo Banco, referiu, na quarta-feira, que mais de 75% dos problemas com clientes do papel comercial do BES e do GES já estão resolvidos. Estão ainda em causa perto de 500 milhões de euros. ”Naquilo que me for solicitado, darei o meu contributo, mas não tenho autonomia para resolver a situação como gostaríamos. Darei o meu máximo”, assegurou na apresentação das contas de 2015.

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