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BES. Solução para lesados até ao final do ano

Fotografia: Fernando Fontes/Global Imagens
Fotografia: Fernando Fontes/Global Imagens

Devido à complexidade da solução ainda não foi possível concluir os detalhes técnicos, informam os lesados do BES.

O grupo de trabalho criado para encontrar uma solução para os lesados od Banco Espírito Santo vai chegar a uma solução que permita ressarcir os investidores até ao final do ano, segundo um comunicado divulgado.

O objetivo era concluir rapidamente as negociações e fechar o modelo pré-definido nas conversações entre o Governo, a CMVM, o Banco de Portugal e a associação que representa os lesados. Contudo, “em resultado da elevada complexidade das matérias em causa não foi possível cumprir os prazos indicativos inicialmente pensados”.

Assim, as negociações serão concluídas até ao final do ano.

A solução desenhada para ressarcir os lesados do papel comercial do Grupo Espírito Santo prevê um teto de 75% no valor a recuperar por quem investiu até 300 mil euros nestes produtos. Este teto, porém, não visa o total investido por cliente mas sim cada aplicação individual, pelo que um cliente com duas aplicações até 300 mil euros terá direito a receber até 75% do valor de cada uma.

“A partir de Junho o Grupo de Trabalho tem concentrado os seus esforços no aprofundamento e concretização dos termos e condições de um modelo de solução que, por consenso, além de tecnicamente viável, parece poder vir a merecer a aceitação de muitos dos INQPC que dela poderão vir a beneficiar”, acrescenta o comunicado, dizendo que estes aspectos técnicos da solução devem estar concluídos antes do final do ano.

O documento final ainda necessita de aprovação do lado das Finanças. Das cerca de 2000 pessoas que constituem os lesados, contam-se cerca de 60 que investiram entre 500 e 600 mil euros nos produtos. Todos estes serão ressarcidos em valores inferiores a 75% do montante investido.

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