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BIC concede 3,1 mil milhões de euros em crédito ao Estado angolano

Foto: Rui Manuel Ferreira / Global Imagens
Foto: Rui Manuel Ferreira / Global Imagens

Mais de metade do crédito concedido pelo banco angolano BIC foi ao Estado, superior a 3,1 mil milhões de euros

Mais de metade do crédito concedido pelo banco angolano BIC foi ao Estado, superior a 3,1 mil milhões de euros, dívida pública que será renovada este ano, assume o presidente do conselho de administração, Fernando Teles.

A posição do administrador do BIC Angola foi divulgada depois de a Unidade de Gestão da Dívida (UGD) ter revelado na segunda-feira, em Luanda, o Plano Anual de Endividamento do Estado angolano, que prevê a captação de 3,5 biliões de kwanzas (19,6 mil milhões de euros) junto do mercado interno, sobretudo na banca.

“Nós não temos problemas de liquidez. Se tivéssemos não fazíamos a renovação do crédito ao Estado e não continuávamos a aumentar o crédito à economia”, afirmou Fernando Teles, que, juntamente com a empresária Isabel dos Santos, é também o principal acionista do BIC, que tem a maior rede privada bancária do país.

Segundo o presidente do conselho de administração, o crédito total concedido pelo BIC ascende atualmente aos 6,2 mil milhões de dólares (5,7 mil milhões de euros), entre empresas, particulares e Estado.

“Só em financiamento ao Estado temos 3,4 mil milhões de dólares [3,1 mil milhões de euros]. Vamos continuar a fazê-lo durante o ano de 2017. O Estado normalmente é bom pagador e o Estado angolano está pouco endividado”, afirmou ainda, referindo-se igualmente ao vencimento, este ano, de dívida contraída pelo Estado junto do BIC.

Só a emissão de Bilhetes de Tesouro do Estado angolano terminou 2016 com taxas de juro, a um ano, próximas dos 24%.

O Plano Anual de Endividamento do Estado angolano prevê para este ano necessidades brutas de financiamento no mercado na ordem dos 4,667 biliões de kwanzas (26,4 mil milhões de euros), nomeadamente para financiar o Orçamento Geral do Estado (OGE), que em 2017 volta a ser deficitário, devido à quebra nas receitas com a exportação de petróleo.

O endividamento público de Angola (excetuando a dívida contraída pelas empresas do Estado) deverá, na previsão do Governo, chegar ao equivalente a 53,29% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, um máximo histórico, quando em 2011 rondava os 20%.

 

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