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BNP Paribas e as fintech. Aliados ou concorrência?

Jean-Marc Pasquet, da BNP Paribas
(Gerardo Santos / Global Imagens)
Jean-Marc Pasquet, da BNP Paribas (Gerardo Santos / Global Imagens)

O banco francês participou na Web Summit também para se mostrar atento ao que fazem as startups financeiras.

Era um dos stands que mais se destacavam na Web Summit. O BNP Paribas tinham uma estrutura de vidro de dois andares impossível de ignorar. À conversa com o Dinheiro Vivo, o CEO da instituição em Portugal, Jean-Marc Pasquet, admite que o banco não podia, de forma alguma, passar ao lado do evento. “Neste momento somos já uma entidade de dimensão considerável no país e Portugal é também uma localização de referência na Europa para o BNP Paribas. Por isso, é importante para nós estarmos aqui. Queremos mostrar a nossa contribuição para este ecossistema e aposta que fazemos nos novos talentos”.

Mas para além da visão para o mercado português, a participação do banco na conferência estava também ligada à estratégia global do BNP Paribas. Jean-Marc Pasquet reconhece que quer estar de olho no que andam a fazer as fintech. “A Web Summit é uma conferência mundial e o BNP Paribas tem uma estratégia global de investimento em novas tecnologias. Desenhámos recentemente um grande plano digital para os próximos anos e parte deste plano foca-se na integração de inovação tecnológica. Queremos também implementar a digitalização no banco e ainda integrar um certo número de empresas fintech. Ainda recentemente comprámos uma em França, por exemplo.”

Em março deste ano o BNP Paribas anunciou a aquisição de 95% do capital da Financière des Paiements Électroniques (FPE), a fintech responsável pelo serviço Compte-Nickel, que permite criar uma conta sem banco em cinco minutos.

Jean-Marc Pasquet garante que o banco está atento ao que fazem as startups do mundo financeiro, mas acredita que estas ainda não estão a ser suficientemente disruptivas para ameaçar o setor. “Ainda não, para ser honesto. Mas talvez no futuro possam vir a ser tanto uma ameaça como aliados. Nós estamos a trabalhar com algumas fintech, de forma a melhorar o serviço aos nossos clientes. No final, isso é o mais importante,” garante.

E quando de aliados passarem a concorrentes, o responsável garante que não chegará para assustar a instituição. “Vemos algumas fintech com modelos de negócio que podem ser vistos como concorrência. Mas tudo bem, é a evolução natural das coisas. Acreditamos que, no final, a nossa força e tamanho serão uma vantagem que ajudará a manter a fidelidade dos nossos clientes.”

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