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BPI: A “sucursal de um banco espanhol” não vai avançar com despedimentos

Fotografia: Tony Dias/Global Imagens
Fotografia: Tony Dias/Global Imagens

CaixaBank é "o parceiro certos para o BPI melhor servir a economia portuguesa", garantiu Artur Santos Silva, fundador do BPI.

Foram duas perguntas recorrentes ao longo da conferência de hoje sobre a OPA do CaixaBank sobre o BPI: Como se sente Artur Santos Silva com a transformação do BPI em “sucursal de um banco espanhol” e o que vai o CaixaBank fazer em relação aos cortes que diz o banco português precisar?

“O CaixaBank manterá os princípios seguidos pelo BPI. Não antecipamos despedimentos coletivos na sequência da concretização da OPA, todas as reduções serão obtidas por mútuo acordo”, assegurou Gonzalo Gortáza, administrador-delegado do grupo espanhol.

Em relação aos 900 trabalhadores que o CaixaBank identificou como “excedentes” no banco português no prospeto relativo à OPA, o administrador-delegado do grupo catalão explicou que o valor “é meramente indicativo”. Ainda assim, disse, “não prevemos uma alteração na política de recursos humanos que o BPI tem seguido nos últimos anos”.

A ideia a ser transmitida é clara: O BPI muda de mãos mas, de facto, o CaixaBank já era o maior acionista do BPI e sempre esteve satisfeito com a sua gestão, logo esta deverá seguir o mesmo caminho. Mas com uma diferença: agora quase nada dos dividendos que o BPI eventualmente distribuir ficará em Portugal e a grande maioria seguem para Espanha.

E Artur Santos Silva, mesmo face à provocação de o BPI se ter tornado uma sucursal de um banco espanhol, manteve o mesmo discurso: “Não me preocupa nada ser uma sucursal de um banco espanhol, é uma instituição grande. São os parceiros certos para melhor servirmos a economia portuguesa”, garantiu mesmo o chairman e fundador do BPI.

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