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BPI. Acionistas voltam a reunir sem certeza sobre votação

Fernando Ulrich (à esq), Artur Santos Silva (centro) e José Pena do Amaral (à dir). Fotografia: João Manuel Ribeiro/Global Imagens
Fernando Ulrich (à esq), Artur Santos Silva (centro) e José Pena do Amaral (à dir). Fotografia: João Manuel Ribeiro/Global Imagens

Assembleia-geral para desblindar os estatutos é retomada hoje mas pode voltar a ser suspensa.

Quando hoje se voltarem a encontrar, pela terceira vez, em assembleia-geral, os acionistas do BPI poderão voltar a não conseguir votar a desblindagem dos estatutos.

A reunião magna de hoje é o retomar de dois encontros suspensos, devido a duas providências cautelares entregues pelo acionista Violas Ferreira (2,6%). E, mesmo depois de Tiago Violas, que se opunha à desblindagem, ter dito que não quer ser “um entrave” no futuro do banco e que ia terminar com os procedimentos que adiam a operação, pode ainda não haver decisão do tribunal sobre os instrumentos jurídicos.

A esta hora não havia informação sobre a decisão do juiz relativamente às providências cautelares o que pode levar a uma nova suspensão da reunião magna. E, se esta for novamente suspensa, os prazos ficam comprometidos e o BPI deverá ser obrigado a convocar uma nova assembleia-geral.

A desblindagem dos estatutos é uma das condições essenciais para que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) do Caixabank, que tem 45% do capital, avance. Um novo adiamento e a obrigatoriedade de convocar nova assembleia-geral (que tem de ser comunicada com pelo menos dez dias de antecedência) pode comprometer os prazos da OPA e o calendário definido com o Banco Central Europeu BCE) para resolver o problema da exposição excessiva do BPI a Angola, onde está através de uma participação maioritária no BFA.

O BCE exigiu que houvesse uma redução da exposição ao mercado angolano e, se o Caixabank avançar com a compra do BPI será mais simples resolver o tema, até porque o BCE deu quatro meses ao banco catalão para encontrar uma solução, contando a partir da data da conclusão da OPA e assumindo que este tema está fechado até ao final de outubro.

Faltam ainda algumas aprovações dos reguladores mas o tema não preocupa o Caixabank. O presidente da entidade, Gonzalo Gortázar, já se mostrou “tranquilo” com os prazos mas garantiu que não vai subir o preço da OPA, fixado e m1,113 euros por ação. E garantiu que se os acionistas chumbarem a desblindagem dos estatutos esta será a última tentativa de compra que o banco catalão faz ao BPI.

O mercado, contudo, acredita no sucesso da operação e a mudança de posição de Tiago Violas, o maior opositor ao negócio, foi vista com bons olhos, segundo os analistas contactados pelo DN/Dinheiro Vivo. As ações do BPI fecharam na segunda-feira, depois das declarações de Tiago Violas, a subir 5% mas ontem fecharam em queda.

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