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BPI. Acionistas votam desblindagem a 22 de julho

Fernando Ulrich já disse que o CaixaBank é um "parceiro extraordinário"
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Banco quer convocar assembleia-geral para o dia em que entra em vigor a nova lei sobre desblindagem dos estatutos na banca.

O BPI convocou a assembleia-geral de acionistas para desblindar os estatutos do banco para 22 de julho, na sequência de um pedido do acionista Violas e também do conselho de administração, segundo a informação divulgada na CMVM.

O BPI, pouco antes, tinha comunicado ao mercado que queria que os estatutos do banco, que estão blindados a 20%, sejam desblindados em assembleia-geral logo a partir de 1 de julho, no dia em que entra em vigor o diploma sobre a desblindagem de estatutos na banca, segundo a informação divulgada na CMVM.

O conselho de administração do banco vai pedir ao presidente da mesa da assembleia-geral que convoque a reunião magna de acionistas a partir desse dia.

“Foi deliberado pelo Conselho de Administração que, tendo em conta que o mencionado diploma entra em vigor no dia 1 de julho de 2016, solicitar ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral que a reunião da assembleia geral a convocar para deliberar sobre a proposta acima referida tenha lugar na ou após a data da entrada em vigor desse diploma”, segundo a informação divulgada na CMVM.

Também o acionista Violas apresentou esse pedido ao presidente da mesa da assembleia-geral, acrescenta o comunicado.

A alteração dos estatutos tem de ser aprovada com dois terços dos votos expressos na assembleia-geral convocada para essa votação.

O BPI tem os estatutos blindados a 20% do capital e essa desblindagem é um passo essencial para que a OPA do Caixabank sobre o capital que ainda não detém do banco avance. O anúncio preliminar da OPA prevê que “a eliminação da limitação à contagem de votos consagrada nos estatutos do Banco até à data do encerramento constitui uma condição de eficácia da OPA.”

“Nestes termos, também por esse motivo, e em momento compatível com o calendário da OPA, impõe-se que seja submetido a deliberação dos acionistas a manutenção ou revogação da limitação acima mencionada. Neste quadro, o Conselho de Administração, hoje reunido, deliberou renovar a sua proposta de 4 de Fevereiro de 2016, agora com o aditamento aos seus fundamentos do ponto de que a mesma visa também dar cumprimento ao previsto no diploma acima mencionado e permitir que os acionistas deliberem sobre um ponto que constitui condição de eficácia da OPA”, acrescenta o comunicado.

O Caixabank oferece 1,13 euros por ação do BPI e já fez saber que não está disponível para subir o preço da OPA – esta é a segunda Oferta Pública de Aquisição lançada no espaço de um ano do Caixabank sobre o BPI. O banco catalão tem comprado ações fora da OPA e já tem quase 45% dos direitos de voto do BPI.

(notícia atualizada às 18h29 com assembleia-geral marcada a 22 de julho)

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