BPI

BPI apresenta lucros de 106 milhões no primeiro semestre. Mais 39%

Fernando Ulrich. Fotografia: Global Imagens
Fernando Ulrich. Fotografia: Global Imagens

A justificar a melhoria esteve, sobretudo, a atividade em Angola, como BFA a responder por 75% dos lucros do BPI

O BPI registou um resultado líquido de 105,9 milhões no primeiro semestre do ano, o que compara com os 76,2 milhões reportados em igual período do ano passado, divulgou o banco esta terça-feira, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A contribuir para esta melhoria de 39,1% dos lucros do primeiro semestre estiveram tanto a atividade doméstica, que representou 24,5 milhões de euros, como a atividade internacional, que representou 81,4 milhões, detalha o BPI no comunicado enviado à CMVM. Desse último montante, a quase totalidade (79,1 milhões) veio de Angola.

O produto bancário, por seu lado, aumentou em 15,1 milhões de euros em termos homólogos, para 602,4 milhões. “Para a evolução positiva do produto bancário contribuiu especialmente a melhoria da margem financeira em 29 milhões de euros (mais 8,8%), para 360,3 milhões de euros, e o aumento dos lucros em operações financeiras em 9,8 milhões para 105,2 milhões de euros”, justifica o banco.

Quanto à qualidade da carteira de crédito, o rácio de crédito vencido há mais de 90 dias manteve-se em 3,6%, o equivalente a 898,4 milhões de euros, enquanto o rácio de crédito em risco subiu ligeiramente, para 4,7%, o que equivale a 1.174 milhões de euros. Já as imparidades para crédito – para cobrir possíveis perdas com crédito concedido – caíram para 47,3 milhões (quase metade dos 86,9 milhões registados no primeiro semestre do ano passado).

Por outro lado, sublinha o comunicado, o banco conseguiu recuperar 8,3 milhões de crédito e juros vencidos, pelo que as imparidades após dedução das recuperações caíram para 39 milhões de euros.

Contudo, o BPI registou ainda outras imparidades e provisões no valor de 33,9 milhões de euros. Deste montante, 20,2 milhões de euros foram só para fazer face a perdas com obrigações detidas pela operadora brasileira Oi.

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