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BPI: CaixaBank escreve a trabalhadores e promete “criar mais valor” para o país

Fernando Ulrich, futuro chairman do BPI, e Pablo Forero, futuro CEO. Foto: Tiago Petinga/EPA
Fernando Ulrich, futuro chairman do BPI, e Pablo Forero, futuro CEO. Foto: Tiago Petinga/EPA

Dos principais acionistas do BPI, apenas ficou a seguradora Allianz (8%), que tem um acordo com o BPI para a colocação dos seus produtos

O espanhol CaixaBank escreveu aos trabalhadores do BPI esta quarta-feira, dia em que tomou o controlo da instituição, prometendo que a nova etapa da vida do banco sedeado em Portugal será “especialmente estimulante”.

A comunicação, assinada pelos responsáveis do grupo bancário catalão, Jordi Gual e Gonzalo Gortázar, foi enviada esta quarta-feira aos trabalhadores do BPI, no dia em que se conheceu que o CaixaBank ficou com 84,5% do capital social do BPI após a Oferta Pública de Aquisição (OPA).

“Estamos convencidos de que, juntos, consolidaremos o BPI como um banco de referência em Portugal. Com a disponibilidade de todos, reforçaremos o seu desenvolvimento e crescimento no futuro, de forma a criar maior valor para a sociedade portuguesa”, lê-se na carta a que a Lusa teve acesso.

Na mesma carta, o grupo catalão adianta que, após as aprovações necessárias, o BPI “será integrado no grupo CaixaBank”.

Recordando que já passam mais de 20 anos desde que o CaixaBank se tornou acionista do BPI, Jordi Gual e Gonzalo Gortázar consideram que os trabalhadores do BPI “sempre demonstraram o seu empenho e profissionalismo”, pelo que acreditam que a “nova etapa será especialmente estimulante”.

Sobre o grupo CaixaBank, explicam que tem “mais de 110 anos de história” e que sempre demonstrou o seu “elevado compromisso social”.

Falam ainda do acionista maioritário do Grupo, a Fundação Bancária La Caixa, adiantando que gasta por ano cerca de 500 milhões de euros em obra social, o que a posiciona como a “terceira fundação privada mais importante do mundo”.

“Esperamos que estas palavras contribuam para um melhor conhecimento do grupo CaixaBank. Iniciamos agora um caminho conjunto, que terá em conta as características e necessidades próprias da sociedade portuguesa, dos clientes e acionistas do BPI, assim como as de todos os seus colaboradores”, acrescentam.

O até agora segundo maior acionista do banco, a ‘holding’ angolana Santoro (de Isabel dos santos), que tinha 18,5%, saiu da estrutura acionista, assim como o grupo português Violas Ferreira e o Banco BIC (que Isabel dos Santos também controla), ambos com participações acima de 2%.

Dos principais acionistas mantém-se apenas a seguradora Allianz (8%), que tem um acordo com o BPI para a colocação dos seus produtos.

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