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BPI. Caixabank lança plano para cortar custos e aumentar receitas

Foto: Estela Silva/Lusa
Foto: Estela Silva/Lusa

Plano de 100 dias já está a ser implementado há mais de um mês. Aposta passa pelo seguros e pela gestão de ativos

O catalão Caixabank, dono do BPI depois do sucesso da OPA lançada sobre o capital que ainda não detinha, lançou um plano de 100 dias para melhorar a eficiência do BPI, que visa reduzir custos e aumentar receitas.

O grupo catalão, reunido em assembleia-geral de acionistas esta quinta-feira, considerou a OPA “um sucesso”, convertendo o Caixabank no maior banco ibérico, com um volume de negócios total de 564 mil milhões de euros.

O objetivo do plano, segundo o administrador delegado do banco, Gonzalo Gortázar, é “melhorar a operação e o serviço, reduzir os custos e, sobretudo, aumentar as receitas”. O plano de eficiência já arrancou há cerca de 40 dias e estará concluído no prazo de dois meses, acrescentou Gortázar, citado pelos jornais espanhóis. Uma intenção que já estava expressa no prospecto da OPA, onde se definia a meta de redução de custos e corte de balcões.

Leia mais: O Futuro do BPI na visão do Caixabank

O objetivo da operação, segundo foi dito na altura da OPA, é conseguir sinergias anuais de 120 milhões de euros a partir do terceiro ano, ou seja, a partir de 2019.

Já Jordi Gual, presidente do Caixabank, mostrou-se satisfeito com a evolução do plano estratégico para os próximos anos e defendeu que “a prioridade para a segunda metade do plano estratégico 2015-2018 passam por continuar a apostar na diversificação das receitas, potenciando o negócio dos seguros e gestão de ativos”.

O responsável afirmou ainda que “as nossas prioridades estratégicas não perdem de vista a vocação social e a vontade de realizar uma gestão responsável do negócio. Vamos continuar a potenciar esta vocação social através de programas de inclusão financeira ou programas de voluntariado corporativo”.

Já Gonzalo Gortázar frisou que “mantemos uma relação próxima com o BPI há anos, como acionistas, e iniciámos agora um processo frutífero com a plena confiança do banco”, defendendo a lógica financeira e estratégia da operação, que foi a primeira grande aquisição internacional do banco catalão.

“O BPI é o melhor banco, o banco com mais potencial do país”, afirmou Gortázar aos acionistas, explicando ainda que a filial portuguesa vai manter a sua estrutura e o centro de decisões em Portugal, tal como tinha ficado definido nos termos da OPA.

Já Jordi Gual mostrou-se satisfeito com o sucesso da OPA, segundo o comunicado divulgado pelo banco catalão. A aquisição torna o Caixabank “o maior banco ibérico em ativos, volume de negócios e balcões”.

“É um projeto que gera valor de forma sustentável para os nossos acionistas e para os acionistas do BPI”, frisou.

O Caixabank está, por seu turno, a procurar reduzir a carteira de ativos problemáticos, vai reforçar a aposta no digital e no Big data, procurando alcançar um rácio de rentabilidade tangível entre os 9% e os 11% já no próximo ano para cobrir os custos de capital e pagar dividendos.

[atualizada às 12h54 com mais informação ]

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