OPA ao BPI

BPI de portas abertas para o CaixaBank: OPA a caminho do sucesso

Fernando Ulrich, CEO do BPI. Fotografia: Jorge Amaral/Global Imagens
Fernando Ulrich, CEO do BPI. Fotografia: Jorge Amaral/Global Imagens

Grupo catalão deverá ficar com pelo menos 68% do capital do BPI, já que Violas Ferreira, Santoro ou banco BIC devem vender na OPA

O prazo para os acionistas do BPI aceitarem o preço oferecido pelo CaixaBank terminou hoje, às 15h30. Do apuramento já possível de fazer, e caso se confirmem as indicações dadas pelos acionistas sobre a posição que vão tomar na OPA, os catalães deverão ficar com pelo menos 68% do capital do banco presidido por Fernando Ulrich.

Conforme o Dinheiro Vivo escreveu esta manhã, a Violas Ferreira Financial (VFF), o maior acionista português do BPI, com 2,681% do capital do banco, deu ordem de venda. Mas além da VFF, também a angolana Santoro, detentora de 18,5% do BPI, já decidiu aceitar a OPA, segundo avança o Negócios, sem citar fontes.

Somando estas duas posições aos 45,16% já detidos pelos catalães neste banco conclui-se que uma fatia de pelo menos 66,4% do BPI já pode ser vista como estando nas mãos do CaixaBank. Mas a posição final do grupo espanhol no banco português deverá ser superior a esta.

A notícia sobre a opção da Santoro pela venda foi avançada pelo Negócios mas não é surpreendente, antes pelo contrário: a posição dos angolanos face à OPA foi evoluindo à medida que o banco português foi cedendo no Banco Fomento de Angola. O mesmo jornal escreve ainda que também o banco BIC (2,28%) deverá vender aos catalães, o que elevará para 68,6% o capital já garantido pelo CaixaBank.

Leia também: OPA. O futuro do BPI na visão do CaixaBank

Além da Santoro, do BIC e da Violas Financial, também muitos acionistas minoritários da instituição já assumiram que vão desistir do BPI por considerarem que a OPA não só vai ‘matar’ a liquidez do banco em bolsa como por acharem que foram mal tratados ao longo de todo o processo.

No final de junho último, o BPI contava com um total de 18 795 acionistas, dos quais a grande maioria eram minoritários e particulares. Do total de investidores no banco, apenas 458 pertenciam à classe de investidores institucionais e de empresas. Mas nestes 458 acionistas concentrava-se 89,5% do capital do BPI. Os restantes 18 337 eram donos de 10,5% do banco.

As administrações do BPI e do CaixaBank deverão estar presentes amanhã em Lisboa para realizar uma conferência de imprensa conjunta para comentar o desfecho da OPA, cujos resultados finais serão apurados em sessão especial em bolsa esta quarta-feira. Esta sessão vai decorrer na sede da Euronext Lisboa, na Avenida da Liberdade, onde se saberá qual a participação final obtida pelos catalães no banco português.

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