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BPI. Minoritários deverão vender na OPA mas manter processos

O CEO do BPI, Fernando Ulrich (E), acompanhado pelo presidente do Conselho de Administração, Artur Santos Silva. (Foto: FERNANDO VELUDO/LUSA)
O CEO do BPI, Fernando Ulrich (E), acompanhado pelo presidente do Conselho de Administração, Artur Santos Silva. (Foto: FERNANDO VELUDO/LUSA)

Acionistas representados pela ATM vão manter posições residuais no banco. Associação tem a decorrer uma impugnação da venda do BFA

Os acionistas minoritários do BPI, representados pela ATM, deverão vender as suas posições na OPA do Caixabank, mantendo participações residuais no banco, disse ao Dinheiro Vivo Octávio Viana, presidente da associação.

“A indicação que temos dos nossos associados é de que a maior parte deles vai vender, mantendo posições residuais”, diz Octávio Viana, contactado pelo Dinheiro Vivo. O presidente da ATM explica que alguns associados têm processos em tribunal por causa da venda do angolano BFA e querem manter-se acionistas e outros estão a dar ordem de venda por escrito declarando que estão a vender “porque não têm alternativa”.

A ATM avançou recentemente com uma ação em tribunal para impugnar a venda de 2% do BFA à angolana Santoro, uma vez que considera que nem a Santoro nem o Caixabank deveriam ter votado e que foram alteradas as condições da OPA com a venda desta participação. A venda de 2% do BPI leva a que “a oferta não seja equitativa”, ou seja, o preço não é justo, o que levou a que a ATM defendesse a nomeação de um auditor independente para fixar o preço.

“Temos uma ação de impugnação e defendemos que deveria ter sido feito um aditamento no prospeto e que o prazo da OPA devia ter sido estendido para ter em conta as alterações, o que não aconteceu”.

Leia mais: BPI. Quer vender na OPA? hoje é o último dia

A ATM garante que compreende a decisão da CMVM em não nomear o auditor independente para fixar o preço, de 1,134 euros, por se tratar de uma OPA obrigatória. Ainda assim, está a estudar ações em tribunal, embora Octávio Viana garanta que eventuais processos não vão “tocar na decisão do regulador”.

Poderão ser contra o BPI, contra o Caixabank ou contra membros da administração”, explica, garantindo contudo que ainda não há decisão e que até podem nem avançar novos processos enquanto não houver uma decisão do tribunal relativamente à impugnação da venda do BFA.

Também o maior acionista português, a Violas Ferreira Financial, vai vender na OPA e manter uma posição residual, garantiu ao Dinheiro Vivo Tiago Violas Ferreira.

A 30 de Junho de 2016 o capital do Banco BPI era detido por 18 795 Accionistas, dos quais 18 337 eram particulares e estavam na posse de 10.5% do capital. O resultado da OPA é apurado amanhã.

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