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BPI. Minoritários vão exigir auditor independente para fixar preço da OPA

Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI. Fotografia: Jorge Amaral/Global Imagens
Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI. Fotografia: Jorge Amaral/Global Imagens

Acionistas do BPI desblindaram os estatutos, permitindo que a OPA avance. Oferta passou de voluntária a obrigatória.

Os acionistas minoritários do BPI, representados pela ATM, vão exigir que o preço da OPA do Caixabank seja fixado por um auditor independente, disse fonte da associação ao Dinheiro Vivo.

O BPI aprovou hoje a desblindagem dos estatutos, o que permite que a OPA do Caixabank avance. A operação, informou a CMVM, passou de voluntária a obrigatória e o preço terá agora de ser fixado tendo em conta a média dos últimos seis meses – pelas contas da Bloomberg o preço fica fixado em 1,138 euros em vez dos 1,113 euros que o Caixabank oferece atualmente, o que deverá obrigar a uma revisão em alta do preço.

“O Caixabank tem o dever de lançar uma OPA obrigatório sendo que o preço deve ser fixado com recurso a um auditor independente nos termos previstos no Código de Valores Mobiliários considerando a perturbação de preço devido à OPA voluntária previamente anunciada”, diz fonte da ATM.

“A ATM vai exigir que o preço seja agora fixado nesses termos”, diz a mesma fonte.

O acionista Santoro, quando a OPA foi lançada, também pediu à CMVM a nomeação de um auditor independente para fixar o preço, que considerou demasiado baixo. Só haverá decisão sobre o tema quando a OPA for registada, o que agora já tem condições para acontecer.

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