Futuro da Banca

BPI pode saltar fora da corrida pelo Novo Banco por ordem do CaixaBank

Fernando Ulrich e  Artur Santos Silva. Fotografia: Lisa Soares / Global Imagens
Fernando Ulrich e Artur Santos Silva. Fotografia: Lisa Soares / Global Imagens

Responsáveis do CaixaBank informaram os investidores que se vão opor ao avanço sobre o Novo Banco assim que tomarem o controlo do BPI, diz Bloomberg

A oposição do CaixaBank ao avanço do BPI sobre o Novo Banco pode retirar mais um concorrente à venda desta instituição, avança a agência Bloomberg. O grupo catalão detém cerca de 45% do capital do banco liderado por Fernando Ulrich e tem em curso uma OPA sobre o capital remanescente da instituição.

“Responsáveis do CaixaBank informaram os investidores que se vão opor ao avanço sobre o Novo Banco assim que tomarem o controlo do BPI através da oferta pública de aquisição, avançaram quatro fontes próximas do assunto que pediram para não ser identificadas”, relata a Bloomberg.

Contactada pelo “Dinheiro Vivo”, fonte oficial do CaixaBank remeteu para as declarações de Gonzalo Górtazar de julho último. Na altura, o CEO do banco explicou que “o CaixaBank está neste momento centrado unicamente na oferta sobre o BPI. Esta é a única operação que foi analisada”.

A notícia sobre o arrefecimento do interesse dos catalães no Novo Banco surge poucos dias depois de Artur Santos Silva ter afirmado aos jornalistas que o BPI estava “a estudar seriamente” a compra do banco de transição que resultou do colapso do BES.

“O banco está a estudar seriamente essa operação e vai continuar a estudá-la e a tomar decisões. O aspeto que ficou resolvido permite ao banco tomar posições quando for a altura, e quando for conveniente, porque não está bloqueado nas exigências de capital”, admitiu o chairman do banco na conferência de imprensa depois da assembleia-geral que votou a desblindagem dos estatutos do BPI.

A confirmar-se a saída do BPI da corrida, então a venda do Novo Banco fica um pouco mais complicada. Dos seis interessados iniciais, apenas quatro avançaram com uma proposta.

Caso o processo de venda não atraia propostas consideradas relevantes pelo Banco de Portugal, então o supervisor poderá decidir-se pela dispersão do capital do Novo Banco em bolsa, a opção alternativa para não se voltar a falhar neste processo de venda.

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