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BPI. Quer vender na OPA? Hoje é o último dia

CaixaBank . Fotografia:  REUTERS/Albert Gea
CaixaBank . Fotografia: REUTERS/Albert Gea

Período para vender na OPA termina esta terça-feira às 15h30. Resultados são conhecidos amanhã

A Oferta Pública de Aquisição (OPA) do Caixabank sobre o BPI está a entrar na reta final, depois de vários avanços e recuos e uma tentativa falhada do banco catalão comprar o banco liderado por Fernando Ulrich.

O Caixabank oferece 1,134 euros numa operação obrigatória para comprar o capital do BPI que ainda não detém. O banco catalão já é dono de 45% do BPI e a OPA visa a compra do capital remanescente, financiada através da venda de ações próprias.

O período de participação na OPA termina esta terça-feira, ou seja, quem quiser vender as ações terá de o fazer até às 15h30. A esta hora, o BPI segue a cair 0,18%, valendo 1,1 euros por ação, abaixo do preço oferecido na OPA. A opção de não vender as ações também é válida mas poderá os detentores destes títulos poderão, posteriormente, ser alvo de uma oferta potestativa (operação em que o Caixabank compra o capital remanescente da OPA).

Henrique Romão Dias, gestor de ativos da XTB, destaca no marketing update da entidade que se espera “grande sucesso na operação dado que o preço oferecido pelo banco espanhol de 1,134 euros por ação se encontra acima da atual cotação, 1,111 por ação. A contribuir para o potencial sucesso estarão os riscos inerentes a manter o título, esperando-se uma diminuição da liquidez dado que estarão muito menos ações em circulação, ficando assim o ativo bastante refém das oscilações especulativas”.

Concluída a operação, serão apurados os resultados da OPA, numa sessão especial de bolsa prevista para amanhã depois do fecho do mercado.

O Caixabank está confiante relativamente ao sucesso da operação. Gonzalo Gortázar, presidente-executivo do banco catalão, afirmou na passada semana em Barcelona que esperava que “o resultado da OPA seja satisfatório”. Os catalães querem manter o BPI cotado, mesmo ficando a deter a quase totalidade do capital.

Também o presidente do BPI, Fernando Ulrich, acredita que o banco vai ficar “melhor” com o Caixabank. “Com uma acionista como o Caixabank, mais comprometido ainda com o BPI, só pode melhorar”, afirmou na apresentação de resultados anuais do banco.

A administração do banco português vê com bons olhos a operação, embora tenha referido que o preço inicial oferecido estava abaixo do valor do BPI. Com a desblindagem dos estatutos do BPI, que permite que os acionistas votem com a totalidade do capital que detêm, em vez da limitação de 20%, a CMVM definiu que o Caixabank teria de lançar uma OPA obrigatória, por ter já 45% do capital, com um preço definido.

Apesar dos protestos dos acionistas minoritários e também do grupo Violas Ferreira, que detém cerca de 2% do capital do banco e se tem oposto à operação, relativamente ao preço, e dos pedidos para a nomeação de um auditor independente, a OPA avançou aos 1,134 euros por ação.

O plano do Caixabank para o BPI

O Caixabank prevê uma redução de 900 colaboradores no banco até 2020 e o corte de 50 balcões, mas o presidente do BPI desmistificou os números: “provavelmente não é diferente daquilo que o BPI faria se continuasse sem o Caixabank”, lembrando ainda que o banco catalão “não quer fechar balcões”. O Caixabank “é um banco que gosta de balcões e da proximidade com os clientes. E se calhar um BPI controlado pelo Caixabank vai ser mais comedido nessa frente do que num BPI em que esta gestão estava à solta”, afirmou, na divulgação de resultados anuais do banco.

Leia mais: O futuro do BPI na visão do Caixabank

A OPA vai permitir sinergias de 84 milhões de euros anuais, com o pico em 2019. 45 milhões dever-se-ão a poupança de custos com pessoal e 39 milhões a partir da redução de custos gerais. Já as sinergias de receitas deverão chegar aos 35 milhões de euros antes de impostos, devido à aceleração dos planos para a rede comercial e melhoria de áreas de negócio como o crédito ao consumo, a gestão de patrimónios e os pagamentos/cartões eletrónicos, segundo o prospeto da OPA.

 

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