CGD

Bruxelas afasta realizar auditoria à CGD

Fotografia: Rui Coutinho
Fotografia: Rui Coutinho

A entidade não realiza auditorias financeiras, que estão fora do âmbito das suas competências.

A Comissão Europeia afasta a possibilidade de avançar com uma auditoria à Caixa Geral de Depósitos, já que a entidade não realiza auditorias financeiras ou forenses mas apenas avaliações aprofundadas em caso de ajudas de Estado, afirmou ao Dinheiro Vivo o porta-voz da Comissão Europeia.

Questionado sobre a informação que está a ser avançada pela TSF, de que Bruxelas e o BCE estão a ponderar avançar com uma auditoria à CGD antes de decidirem se dão luz verde ao pedido de recapitalização entregue por Portugal, o porta-voz da Comissão Europeia diz que “não comentamos especulações da imprensa sobre processos específicos”.

“No entanto, deve ficar claro que a Comissão não é um auditor nem realiza auditorias. O que podemos fazer em casos de auxílios estatais é uma avaliação aprofundada de um plano financeiro apresentado por um Estado-Membro ou pedir mais informações ao Estado-Membro. Mas a Comissão nunca realiza por si uma auditoria financeira ou forense”, esclareceu o porta-voz da Comissão Europeia.

A TSF diz ainda que o cenário está a ser trabalhado com António Domingues, que vai liderar a CGD e deverá tomar posse já em julho, sendo que o tema também é do conhecimento das autoridades portuguesas e merece o acordo do Executivo.

O tema da auditoria foi levantado por Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, no debate quinzenal e o primeiro-ministro António Costa prometeu que ia avaliar.

Em declarações aos jornalistas, Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças, também reforçou a necessidade de uma auditoria externa e independente além da Comissão Parlamentar de Inquérito que está a ser preparada pelo PSD.

 

 

 

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