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Bruxelas quer licenças pan-europeias para as fintech

Fotografia: EPA/WALLACE WOON
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Esta é a forma encontrada pela Comissão Europeia para ajudar as fintech a concorrerem com os bancos tradicionais.

A Comissão Europeia vai propor licenças pan-europeias para as fintech (startups financeiras) possam operar em toda a União Europeia. A proposta deverá ser apresentada no início de 2018 para remover as barreiras administrativas às operações de crowdfunding (financiamento colaborativo) e plataformas de empréstimo P2P (de pessoa para pessoa, sem intermediários). Desta forma, Bruxelas quer que estas fintech possam concorrer, de igual forma, com as rivais norte-americanas e asiáticas.

Esta é a forma encontrada pela Comissão Europeia para ajudar as fintech a concorrerem com os bancos tradicionais. Além de facilitarem os pagamentos, estas novas empresas conseguem ajudar os consumidores a gerirem as suas despesas e oferecem serviços mais baratos para particulares e empresas, refere esta quarta-feira o Financial Times.

“A Europa está, certamente, bem colocada para as novas fintech emergirem, em termos de necessidade de competências, financiamento para inovação e disponibilidade de capital. Tudo está reunido para a Europa ser um grande local para começarem as fintech“, refere o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, em declarações ao jornal britânico.

Dombrovskis considera também que, ao existirem “demasiadas barreiras”, os países da União Europeia têm impedido o crescimento das fintech. “Continuamos sem ter o mercado único digital…e é por isso que vemos muitas fintech europeias a irem para os Estados Unidos ou a Ásia para escalar”.

Leia aqui: Governo arranca com grupo de trabalho sobre fintech

A atribuição de licenças pan-europeias para as fintech faz parte do plano da União de Mercados de Capitais, que pretende padronizar as regras administrativas ao nível da União Europeia e substituir pelas atuais regras, que são definidas por cada estado-membro.

Com esta legislação, a União Europeia também quer antecipar os efeitos da saída do Reino Unido, que vai arrastar a City de Londres, uma das principais praças financeiras da Europa. É nesta cidade que estão sedeadas também algumas das maiores fintech da Europa.

 

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