Caixa Geral de Depósitos

Caixa. 650 trabalhadores pedem para sair

Fotografia: Global Imagens
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Banco público reduziu prejuízos para 50 milhões até junho. Paulo Macedo promete retirada de ofhshores

Há pelo menos 650 trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos que deverão estar de saída do banco público até ao final do ano. A revelação foi feita ontem por Paulo Macedo, o CEO, na apresentação das contas do primeiro semestre.

Paulo Macedo revelou que, desde o início do ano, 300 trabalhadores já cessaram o vínculo com a instituição. Houve ainda 248 funcionários que manifestaram interesse em aderir à reforma ou ao programa de pré-reforma em curso. E que há outros cem interessados no programa de rescisões por mútuo acordo.

Foi devido às saídas de trabalhadores que o banco do Estado fechou o primeiro semestre com um aumento dos custos estruturais de 1,8%, totalizando 61 milhões de euros. Excluindo este impacto, a CGD teria chegado ao final de junho com uma redução dos gastos com a estrutura de 4,5%.
Todos os trabalhadores que revelaram vontade de sair fazem parte da estrutura do banco em Portugal. Mas na atividade internacional da CGD também haverá novidades até ao final de 2017. Paulo Macedo revelou que o banco vai encerrar a atividade em Londres até 31 de dezembro, mantendo-se o banco público na capital britânica através de um “escritório de representação”. As sucursais de Espanha, África do Sul e Brasil também vão cessar a atividade, tal como estava previsto no plano estratégico, traçado até 2020.

O presidente da CGD avançou também que a instituição vai encerrar até ao final do ano os offshores nas ilhas Caimão, onde tem depositados 250 milhões de euros, e em Macau, que conta atualmente com 350 milhões de euros. “Os clientes serão convidados a canalizar os depósitos noutras geografias, designadamente em Portugal, porque se trata de não residentes”, explicou Paulo Macedo.

A apresentação das contas da Caixa, que revelaram um recuo dos prejuízos de 205 milhões para 50 milhões de euros no semestre, ficou ainda marcada pelas explicações de Paulo Macedo sobre a polémica das comissões que, a partir de setembro, serão cobradas aos clientes que estavam até agora isentos, incluindo pensionistas.

“A CGD tem as comissões mais baixas do mercado, cobra entre um terço e metade face aos outros bancos”, argumentou o presidente do banco público. Macedo explicou que a CGD conta com um universo total de 900 mil pensionistas, “um quarto das pensões pagas em Portugal. A ideia de que todos os reformados têm a pensão na CGD é errada”. Entre estes, 500 mil estão isentos de comissões. “A população mais vulnerável não está abrangida neste segmento, por isso paga zero.” A instituição calcula que 541 mil clientes continuarão isentos de comissões a partir de setembro, “fora os pensionistas que passam para os serviços mínimos bancários”. O objetivo do banco estatal é aumentar os ganhos com comissões em 25 milhões de euros até 2020.

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