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Menos custos e mais comissões dão lucro de 68 milhões à CGD

Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. Fotografia: Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens
Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. Fotografia: Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens

O banco público passou de prejuízos a lucros. As imparidades desceram 88%. Os custos também caíram e as comissões aumentaram.

A Caixa Geral de Depósitos lucrou 68 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, o que compara com o prejuízo de 39 milhões de euros no mesmo período do ano anterior. O banco liderado por Paulo Macedo explicou a melhoria das contas com a melhoria da margem financeira em Portugal, a redução dos custos de estrutura e a maior faturação com comissões.

As comissões tiveram um crescimento consolidado de 9,4% para 115,5 milhões de euros, o que reflete “as medidas do Plano Estratégico implementadas em 2017 e a concretização dum novo acordo de bancassurance”, explica a CGD em comunicado.

Do lado dos custos de estrutura houve uma descida de mais de 9%. “Os custos de estrutura atingiram 297,5 milhões de euros, uma diminuição de 30 milhões de euros (-9,2%) face ao trimestre homólogo de 2017. No mesmo período, os custos com pessoal foram impactados por custos não recorrentes no montante de 58,5 milhões de euros referentes ao programa de redução de pessoal (por utilização da provisão constituída em 2017)”.

Já a margem financeira, em termos consolidados, desceu 1% para 297 milhões de euros. O banco explica essa descida com impactos cambiais decorrentes da desvalorização das moedas de Angola e Macau. Na atividade em Portugal, a diferença entre os juros cobrados no crédito e os pagos para se financiar melhorou 6,1%, com a margem financeira a situar-se em 182,9 milhões de euros.

A Caixa também assumiu menos custos com provisões e imparidades. Desceram de 108 milhões para 13 milhões de euros, depois de no primeiro trimestre de 2017 este valor ter sido “fortemente impactado pela constituição de provisões relativas a alienação de atividades internacionais”, diz o banco público.

A nível de capital, o rácio CET1 (que inclui apenas o capital de melhor qualidade) subiu de 12% em março de 2017 para 13,6% em março deste ano, assumindo a implementação de regras mais exigentes.

Atualizada às 18:48

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