Testes de Stress

Caixa Geral de Depósitos chumbou nos testes de stress do BCE

António Domingues, CGD
Fotografia: Ricardo Junior / Global Imagens
António Domingues, CGD Fotografia: Ricardo Junior / Global Imagens

O chumbo vai custar 2 mil milhões de euros que já estão previstos no plano de recapitalização aprovado por Bruxelas.

A CGD chumbou nos testes de stress do Banco Central Europeu. O banco público chumbou no cenário mais adverso com falhas de resistência em caso de choques económicos agressivos como no caso de uma recessão acumulada no PIB de 5,3% nos próximos 3 anos, a par de uma desvalorização do preço das casas na ordem dos 12% entre 2016 e 2018, revela esta quinta-feira o Jornal de Negócios.

Foram detetadas insuficiências de mais de 2.000 milhões no cenário mais adverso. Se estes cenários acontecessem, hipóteses mais negras de todas colocadas no teste, a CGD ficaria com os rácios de capital abaixo do exigido pelas autoridades europeias.

No entanto, de acordo com a publicação, o plano de capitalização já aprovado por Bruxelas e que António Domingues vai concluir vai resolver este problema e dará folga de solidez à Caixa.

De referir, que os 2.000 milhões de euros serão mais do que compensados através do plano de capitalização, já aprovado por Bruxelas e que totaliza um montante de 5.160 milhões de euros.

Do que já foi aprovado, o estado vai injetar 2.700 milhões de euros ma CGD, e o Tesouro vai entregar 49% da Parcaixa, que o banco ainda não controla, e que estão avaliados em 500 milhões. Assim no total a CGD vai receber mais 3.200 milhões de euros, prevendo-se, assim, que fique com um nível de solidez acima dos 12% exigidos pelo regulador europeu.

Estes testes de ‘stress’ europeus tinham sido conhecidos em julho mas, na altura, dos bancos portugueses, apenas o BCP divulgou publicamente os resultados, positivos, que tinha alcançado.

A nova administração liderada por António Domingues entrou ontem em funções. Hoje, o novo presidente da Caixa reúne-se com os diretores gerais do banco.

Nesta reunião os planos da capitalização da CGD, que incluem ainda a conversão em ações de 960 milhões de instrumentos de capital contingente, bem como a emissão de 1.000 milhões de dívida com elevado grau de subordinação, a colocar junto de investidores privados.

Segue-se depois uma auditoria externa à CGD, e só depois o plano completo de capitalização da Caixa seguirá para o BCE. As principais operações deverão ter lugar ainda este ano.

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