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CaixaBank afasta fecho de balcões do BPI em Portugal

Balcão do banco BPI. Fotografia: Manuel Azevedo
Balcão do banco BPI. Fotografia: Manuel Azevedo

O CaixaBank, dono do BPI, afastou hoje a possibilidade de uma redução do número de balcões e de trabalhadores em Portugal.

A posição diverge da estratégia de fecho de mais de 800 balcões nos próximos três anos em Espanha.

“Não haverá paralelismo em Portugal”, afirmou o presidente executivo do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, na apresentação do Plano Estratégico 2019-2021 para o grupo bancário ibérico.

O gestor bancário explicou que em Portugal o grupo pretende aumentar o número de clientes e já tem uma rede bancária espalhada de forma equilibrada no território.

No final da conferência de imprensa, o presidente executivo do BPI, Pablo Forero, também presente, reiterou que a entidade portuguesa já fez o seu “trabalho de casa”, tendo fechado balcões e reduzido o número de trabalhadores em 660 pessoas.

Para o presidente executivo do CaixaBank a convergência do BPI com o grupo vai continuar a fazer-se, embora a maior parte desse esforço já tenha sido realizada.

Gonzalo Gortázar manifestou-se “extraordinariamente satisfeito” com o investimento feito em Portugal há um ano e meio, na conferência de imprensa em que apresentou o plano estratégico do grupo para os próximos três anos.

O CaixaBank quer fechar 800 balcões nos grandes centros urbanos de Espanha nos próximos três anos, segundo o plano que hoje também foi apresentado aos analistas e investidores.

O banco espanhol irá assim passar de 5.358 dependências bancárias em 2014 e 4.460 em 2018 para 3.640 em 2021.

A redução da rede comercial será principalmente realizada nos centros urbanos e manter-se-á inalterado nas zonas mais rurais, com uma população inferior a 10.000 pessoas.

O CaixaBank pretende “acelerar a transformação digital”, para ser mais eficiente e flexível, com uma maior utilização das novas tecnologias.

“Queremos consolidar um grupo financeiro líder e inovador, com o melhor serviço ao cliente e ser uma referência na banca socialmente responsável”, disse o presidente executivo do CaixaBank, Gonzalo Gortázar.

O CaixaBank também definiu como uma das suas prioridades alcançar uma rentabilidade (ROTE) superior a 12% até 2021.

Para o BPI, os objetivos são, entre outros, crescer e aumentar a rentabilidade, tendo sido indicado que se pretende para os próximos três anos atingir um crescimento médio anual de 7% dos “proveitos core”.

O BPI considera que o Plano Estratégico vai ser implementado, “previsivelmente”, num contexto de “moderada desaceleração” do crescimento económico em Portugal e assume que o objetivo é “reforçar a tendência de crescimento e de ganhos de quota de mercado”.

Para atingir os objetivos definidos, o BPI vai “impulsionar negócios com potencial de crescimento e rentabilidade”, aproveitando a sua participação no grupo CaixaBank.

Com o lema “Criar valor com valores”, o Plano Estratégico define cinco prioridades: aumentar a rentabilidade, melhorar a experiência do cliente, desenvolver o capital humano, incrementar a eficiência operacional e consolidar a reputação do banco.

O plano define como objetivos principais atingir uma taxa anual média de crescimento de 5% no crédito e de 3% nos recursos dos clientes, com destaque para os recursos fora do balanço (fundos e seguros).

O BPI espera assim alcançar uma taxa de crescimento médio anual de 7% nos “proveitos core” e atingir um rácio de eficiência de cerca de 50% até 2021.

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