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CaixaBank conclui OPA e fica com 84,5% do BPI

Fotografia: Gonçalo Villaverde - Global Imagens
Fotografia: Gonçalo Villaverde - Global Imagens

CaixaBank comprou 568,3 milhões de ações durante a OPA, o que terá obrigado a um investimento de 664,8 milhões de euros.

O grupo catalão CaixaBank fechou com sucesso a oferta pública de aquisição lançada sobre o capital do BPI que ainda não detinha, tendo chegado ao fim da operação com 84,52% do capital do BPI, participação que compara com os 45,5% que detinha até agora.

Os resultados da OPA foram divulgados esta tarde em sessão especial de bolsa organizada pela Euronext. Segundo a entidade, o CaixaBank comprou 568,3 milhões de ações durante a OPA, o que obrigou a um investimento de 664,5 milhões de euros. Cada título foi comprado por 1,134 euros.

No final da OPA, o CaixaBank detém um total de 1,23 mil milhões de ações do BPI, representativas de 84,52% dos direitos de voto e 84,51% do capital social do banco. Os resultados da operação de compra do banco presidido por Fernando Ulrich já foram entretanto divulgados através da Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários.

Ver também: O que querem os catalães para o futuro do BPI?

Em relação ao total de ações que estavam “em jogo”, o CaixaBank assegurou 71,59% das ações que procurava comprar. Ao não ter atingido os 90% do capital, o grupo catalão não deverá avançar com uma oferta potestativa sobre o capital remanescente do BPI. Depois da OPA, apenas 15,48% do capital do banco não está nas mãos do CaixaBank.

Segundo os catalães explicam no prospeto da oferta, “caso os limiares de 90% acima referidos não sejam alcançados, o Oferente não tem, nesta fase, planos para propor qualquer concentração empresarial após a conclusão da Oferta que resulte numa troca de Ações que não forem adquiridas na Oferta por outros valores mobiliários numa fusão ou operação semelhante, embora a Oferente se reserve o direito de propor essa operação no futuro”.

Resta saber agora se o BPI continuará a ser cotado no principal índice lisboeta dada a reduzida liquidez a que está “condenado”, questão a que a líder da Euronext, Maria João Carioca, preferiu não contestar para já. A falta de liquidez futura do BPI foi uma das razões mais apontadas pelos investidores minoritários para justificarem a opção pela venda na OPA, apesar de não concordarem com o preço em cima da mesa.

Até à OPA lançada pelo grupo bancário espanhol, o BPI contava com um ‘free float’ de 22,53%, com o restante capital distribuído pelo CaixaBank (45,5%), Santoro Finance (18,58%), Allianz (8,43%), Violas Ferreira Financial (2,68%) e banco BIC (2,28%).

Chega assim ao fim – e com sucesso para os catalães, tal como se antecipava já ontem – uma oferta que foi inicialmente lançada em meados de abril de 2016 mas que passou por vários altos e baixos, deixando algumas vítimas colaterais pelo caminho: os investidores minoritários do BPI.

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