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Caixabank. “Fim dos limites de voto dá estabilidade” ao BPI

Presidente-executivo do Caixabank diz ao Dinheiro Vivo, numa declaração por email, que desblindagem também permite que a OPA avance.

O presidente-executivo do Caixabank, Gonzalo Górtazar, mostrou-se satisfeito com o fim dos limites de voto no BPI, considerando que a desblindagem “dará estabilidade à entidade” e permite ao banco continuar com a OPA.

Os acionistas do BPI aprovaram hoje em assembleia-geral a desblindagem dos estatutos do banco, depois de duas reuniões magnas suspensas.

Numa declaração por e-mail enviada ao Dinheiro Vivo, o presidente do banco catalão, que tem 45% do BPI e lançou uma OPA para ficar com o resto do capital, considera que “o CaixaBank avalia positivamente a decisão dos acionistas do BPI de eliminar as restrições aos direitos de voto, uma vez que dará estabilidade à entidade, ao permitir aplicar o principio de uma ação, um voto, em linha com as melhores práticas de governo corporativo”.

Para o responsável, o fim dos limites de voto “também permite ao CaixaBank continuar com a sua oferta, que representa um forte compromisso de investimento com Portugal, onde estamos presentes desde há mais de 20 anos”. A eliminação dos limites nos direitos de voto era uma das condições fundamentais para a OPA do Caixabank avançar.

“Esta decisão da assembleia-geral permitirá seguir com uma operação que estamos convencidos de que é o melhor para o futuro da entidade e de todos os seus acionistas”, afirmou Gortázar. “Estamos dispostos a assumir o controlo do BPI para ajudar a instituição a enfrentar com garantias os futuros desafios do sector financeiro português e as exigências regulatórias”, concluiu.

Ontem à noite, o BPI comunicou ao mercado que propôs à Unitel – a empresa de Isabel dos Santos, que detém a participação no Banco de Fomento de Angola (BFA) – a venda de 2% do BFA por 28 milhões de euros, passando a acionista minoritário. Hoje, o BPI detém 50,1% do capital do BFA e a Unitel tem 49,9%. A proposta é condicionada, porém, ao fim da limitação à contagem dos votos existente no BPI.

Artur Santos Silva, chairman do BPI, já fez saber que esperava uma decisão rápida da Unitel e mostrou-se confiante na aceitação da proposta.

A questão da desblindagem de estatutos tornou-se um assunto maior no BPI devido à ‘guerra’ que tem oposto os principais acionistas, o espanhol CaixaBank e a angolana Santoro, de Isabel dos Santos, que não se entendem quer na redução da exposição do banco a Angola, obrigatória pelo Banco Central Europeu, quer numa estratégia para futuro do banco. A venda de 2% do BFA pelo BPI à Unitel poderá resolver o tema, já que o banco deixará de ter uma participação maioritária. Até porque a OPA, por si só, pode não resolver o problema da exposição excessiva a Angola.

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