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CaixaBank: Recomendação para vender BFA não é vinculativa nem impositiva

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Prospeto da OPA revelava que Banco Central Europeu recomenda CaixaBank a vender totalidade da participação do BPI em Angola

O grupo catalão CaixaBank, a partir de hoje o novo dono do BPI, realçou hoje que as recomendações vindas do Banco Central Europeu sobre o destino a dar ao Banco Fomento de Angola “não são vinculativas nem uma imposição”.

“Do ponto de vista do CaixaBank, tudo ficou claro no prospeto da OPA: temos 48% do BFA e recebemos uma indicação não vinculativa do BCE. Sem prazos, sem imposições. Levamos a sério recomendações mas não há qualquer decisão tomada”, explicou Gonzalo Gortázar, CEO do CaixaBank.

O Banco Fomento de Angola tem sido nos últimos anos o maior contribuinte líquido para os lucros consolidados do BPI, tendo a administração de Fernando Ulrich decidido recentemente abdicar da posição de controlo na instituição angolana – a favor de Isabel dos Santos – por menos de 30 milhões de euros.

De acordo com as informações avançadas no prospeto sobre a OPA que hoje terminou, o CaixaBank “não tem, neste momento, nenhum plano específico relativamente ao BFA após a nova situação gerada pela venda de 2% do BFA e o novo acordo parassocial entre o BPI e a Unitel”.

No mesmo documento, os catalães revelam então que “o BCE emitiu, no documento que autorizou o CaixaBank a adquirir o controlo da Sociedade Visada [BPI] através da presente OPA, uma recomendação não vinculativa ao Oferente para que reduza gradualmente a participação do BPI no BFA num período de tempo razoável”, lê-se já na parte final do prospeto sobre a OPA.

Agora, a posição é repetida pelo CEO do CaixaBank. “Não há decisões tomadas e qualquer decisão que seja tomada será sempre depois de conversar com o nosso sócio em Angola, a Unitel”, explicou Gortázar. Unitel é detida por Isabel dos Santos, um dos acionistas que vendeu a participação no BPI ao longo da OPA.

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