Banco de Portugal

Carlos Costa: Bancos devem vender ativos mal parados e assumir perdas

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal (Ângelo Lucas / Global Imagens )
Carlos Costa, governador do Banco de Portugal (Ângelo Lucas / Global Imagens )

Carlos Costa considera que o elevado nível de ativos não produtivos que a banca tem no balanço exige gestão ativa que promova vendas, assumindo perdas

O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, considerou hoje que o elevado nível de ativos não produtivos que os bancos têm no balanço exige uma gestão ativa que promova a sua venda, assumindo as perdas.

“Só há duas vias para resolver o problema. Uma é carregar de forma lenta este fardo, à espera que a situação melhore, que retira a capacidade de dar crédito à economia. E a outra é uma gestão ativa e pró-ativa, que implica vender estes ativos e assumir as perdas”, lançou o responsável durante a sua intervenção no Fórum da Banca, promovido pelo Jornal Económico em Lisboa.

“Se os bancos portugueses não tivessem que registar imparidades estariam ao nível da rentabilidade dos congéneres europeus”, assinalou Carlos Costa, sublinhando que o crédito mal parado pesa muito nos balanços da banca portuguesa, já que “o resultado bruto de exploração está em linha com os pares europeus”.

E reforçou: “As imparidades para crédito condicionam muito a rentabilidade do setor”.

De resto, o líder do BdP vincou que as atuais dificuldades que os bancos enfrentam com o crédito mal parado foram acumuladas entre os anos de 2000 e 2010, pelo que deve ser dada “margem de manobra aos atuais gestores”.

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