Carlos Costa: “Se o Banco de Portugal se tivesse acobardado a 3 de agosto o país estaria muito mal”

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O Governador do Banco de Portugal afirmou que o regulador conseguiu garantir a estabilidade financeira do sector e que, caso não tivesse atuado as consequências seriam negativas. Além disso, rejeitou as acusações que lhe foram feitas.

“Este fim de semana fui apelidado de gatuno. Eu não roubei nada a ninguém”, afirmou Carlos Costa, na comissão parlamentar de inquérito ao BES e GES.

O Governador acrescentou ainda que “o Banco de Portugal não roubou nada a ninguém. O Banco de Portugal salvou a estabilidade do sistema financeiro”.

Carlos Costa acrescentou ainda que “se o Banco de Portugal se tivesse acobardado a 3 de agosto este país estaria muito mal e não foi isso que aconteceu”.

Na sequência dos prejuízos semestrais históricos do BES, o Banco de Portugal determinou aplicar uma medida de resolução que resultou na separação da instituição em dois: Novo Banco (que ficou com os bons ativos) e o BES-mau (que reuniu os ativos tóxicos). Para o Governador esta foi a medida que permitiu salvaguardar a estabilidade financeira e que, a outra opção, era a liquidação do banco, que teria consequências mais negativas para o sistema financeiro.

E ainda sobre o papel comercial das empresas do GES o Governador do Banco de Portugal acrescentou que “há uma lógica e dinâmica. Quando as pessoas assumem risco, infelizmente um risco é inerente a uma aplicação financeira”.

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